quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O COSTUME IORUBA DE CULTUAR ORIXÁS NO VULTO

Por Erick Wolff de Oxalá
Agosto/2017

Este artigo traz algumas fotos sobre o vulto na tradição de orixá, nas quais poderemos ver diversas divindades representadas por vultos de madeira, podendo medir até mais de um metro de altura, conforme os costumes da região, vejam as fotos;

É muito comum o orixá Bara (Exu) sento em vultos; nesta imagem podemos ver dois vultos de Bara ainda contendo resquícios de uma oferenda.


créditos imagem: Esu Alaje by Elegun  Akinwale

Aqui podemos ver o vulto de Yemanja, junto com seus pertences sagrados ao redor, alguns utensílios até comuns entre os templos do Batuque.


Créditos da imagem: Iyemoja Ojubo Ibadan 1983 foto Osvaldo Omobatala

Nesta imagem, observem as louças e o vulto neste Ojubo de Obatala.

Créditos da imagem: Obatala Osogbo (Ifaleke Ajala)


Créditos da imagem: Obalufon Shrine, Ile Ife, 2006 
(Instituto Ekun)

Créditos da imagem: Osun (awo imule)


Créditos da imagem: Obatala_isara-remo_foto-ejire-olorisa


Observem neste vídeo os vultos;





Sinopse: Babalaw Awe é um curandeiro / fetiche que vive na fronteira entre Nigéria e Benim. Desde sua pequena empresa de consultoria, ele recebe todos os domingos, uma multidão de pacientes vem por problemas tão variados como doenças, questões sobre o futuro ou mesmo problemas existenciais. O homem trabalha de acordo com uma concepção própria, uma vez que ele cobra suas consultas com o resultado. No entanto, para consultá-lo, é preciso ganhar sua confiança e a de seus fetiches (tradutor online)



VULTOS E OKUTAS NA TRADIÇÃO DO BATUQUE

Na tradição do Batuque do RS, os sacerdotes costumam usar pedras chamadas de okutá (abreviando por otá), ou vultos, estes que representam determinadas divindades;

- Okuta: Uma pedra com formato determinado conforme a divindade a qual será senta, o local que deverão buscar esta pedra varia entre rios, caminhos, encruzilhadas, pedreiras ou campos.

- Vulto: vultos esculpidos em madeira, ferro ou pedra, são muito usados para determinadas divindades. Estes vultos em alguns casos são vestidos.

Estes Okuta ou vultos ficam em vasilhas de barro, louça ou ferro, podendo variar conforme o fundamento da divindade. Ainda encontraremos assentamentos de orixá dentro cabaças, cascas, cascos de alguns animais, ou potes de cerâmicas ou barro.  No interior destas vasilhas sempre acompanham ferramentas, búzios e fundamentos que pertencem àquela divindade, que não devem ser vistos por qualquer um expondo os seus segredos de feitura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tanto os Vultos e Okutas são costumes que vieram da matriz para a diáspora através dos nossos ancestrais, assim como no vídeo pudermos ver os vultos na curandeira do sacerdote que vive na fronteira do Benin com a Nigéria. Saber o que cultuamos para sabermos quem somos. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

MITOS DA ESCRAVIDÃO EM MINAS SÃO DERRUBADOS POR PESQUISADOR

Por Gustavo Werneck

Agosto/2017


Estudioso derruba imagem de que os negros eram sempre os humilhados e revela: em Minas, mais de 30% deles tinham posses, eram proprietários de terras e até de outros escravos

Nas novelas de tv, ambientadas nos tempos da escravidão, os negros têm destino certo: quando não ficam amarrados no tronco apanhando feito cachorro, estão presos aos grilhões nas senzalas ou preparando quitutes na cozinha da fazenda. Já na literatura do século 19, comem o pão que o diabo amassou – se é que havia pão! – no porão das embarcações, encarando “tanto horror perante os céus” – como escreveu o baiano Castro Alves (1847-1871) no poema Navio Negreiro. Ganhou força, então, no imaginário popular, a imagem de homens e mulheres humilhados, vítimas de olhos baixos e impotentes para levantar a voz contra o seu senhor. Mas novos estudos mostram que a trajetória dos escravos africanos no Brasil tem muitos mitos e que eles foram, sim, agentes da história e nem sempre submissos.

Estudioso de tema tão polêmico há mais de 20 anos e autor de vários livros, o professor de história da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eduardo França Paiva conta que os escravos desenvolveram autonomia e até ajuizaram ações contra os seus proprietários, quando se sentiam lesados. Muitas vezes levaram a melhor no tribunal, ao defender, por exemplo, que já haviam pago todas as parcelas de compra de sua liberdade, algo que o senhor contestava. “O equívoco maior é pensar que os cativos foram vítimas o tempo todo. O 13 de maio de 1888, lembrado amanhã, data em que a Princesa Isabel (1847-1871) assinou a Lei Áurea e extinguiu a escravidão no Brasil, serve para discutir o assunto e corrigir uma série de distorções, muitas delas construídas pelos abolicionistas”, diz o professor, que segue na próxima semana para Sevilha, Espanha, onde fará o segundo pós-doutorado, desta vez sobre as Américas portuguesa e espanhola. 

Nas suas pesquisas, o professor Eduardo, que atua nas áreas da história da escravidão e das mestiçagens, vem fazendo descobertas surpreendentes. Uma das mais importantes se refere aos senhores de escravos que, ao contrário do que se aprende na escola e nos livros didáticos, nem sempre eram brancos. Em Minas, do início do século 18 a meados do 19, mais de 30% desses proprietários eram ex-escravos ou descendentes de escravos. Em 1776, conforme as estimativas, havia na capitania de Minas, então a mais rica e populosa da colônia, com um comércio conectado com o mundo e efervescência social e cultural, cerca de 300 mil habitantes, sendo 130 mil forros (ex-escravos), 110 mil escravos e 60 mil brancos. 

“Havia em Minas mais ex-escravos do que escravos, a maior parte mulheres”, afirma o professor, explicando que somente a partir da segunda metade do século 19, a escravidão passou a ser condenada. “Até então, era legal e legítima, e os cativos prezavam dois valores fundamentais: queriam ser livres e proprietários de escravos. Os castigos físicos eram comuns nesses tempos de patriarcado, em que os pais batiam muito nos filhos”, diz o autor de vários livros, entre eles Escravidão e universo cultural na colônia, editado pela UFMG, e Escravos e libertos nas Minas Gerais do século 18, da coleção Olhares/UFMG/Annablume. 

Fortuna

Entre as personagens mais importantes encontradas nas pesquisas está Bárbara Aleluia –negra filha de africanos, nascida no Brasil –, uma pernambucana que viveu em Sabará. “Ela foi uma das mulheres mais ricas da época, acumulou fortuna com o comércio e outras atividades”, revela. Pinturas ainda desconhecidas da maioria dos brasileiros mostram negras cobertas de joias e usando trajes típicos, a exemplo das mulheres africanas, ou andando pelas ruas com seu séquito. Num livro, Eduardo mostra o retrato de uma baiana, uma negra enriquecida, que posa em estúdio com seus colares de ouro. 
Em Minas, com uma sociedade mais urbana, a situação era bem diferente da encontrada ao Norte da América Portuguesa. “Aqui havia muitos senhores de poucos escravos, em média cinco para cada um, bem diferente de Pernambuco e Bahia, com 30 por um. Outro diferencial mineiro é que nem todos os proprietários eram ricos”, diz o professor, explicando que, por volta de 1730, a mineração de ouro já estava em decadência, embora a economia se mantivesse forte e dinâmica, com um comércio influente e produção agrícola em ascensão. Esse quadro favorecia a compra da liberdade. 

Para conseguir o seu objetivo, o cativo tinha que ser, antes de mais nada, um bom negociador, o que significava um acordo com o seu dono sobre a forma de pagamento. Quem não ganhava a alforria em testamento ou na pia batismal, podia pagá-la parceladamente, num período de quatro a cinco anos, em prestações semestrais, num sistema denominado coartação –nesse tempo, o chamado coartado ficava longe do domínio cotidiano de seu proprietário. Outra forma de ficar livre era pagando à vista. “O dinheiro para saldar o débito era obtido de diversas formas. As mulheres dominavam o pequeno comércio, vendendo, nas ruas, doces, sucos, carnes e outros produtos. Eram muito comuns, nessa época, as ‘negras de tabuleiro’, que, como mostram também gravuras antigas, saíam pelas vilas e arraiais vendendo comidas. A prostituição era outro caminho para alcançar a liberdade”, conta. O artista italiano Carlos Julião (1740-1811) pintou aquarelas retratando a vida dos recém-chegados da África – e chamados de boçais por não saberem falar a língua portuguesa – e dos enriquecidos.

Um dos objetivos do professor é tirar dos escravos e forros o perfil exclusivo de vítimas e dar-lhes a dignidade de quem construiu sua liberdade e ajudou na edificação do país. “No Brasil, o cenário de escravos amarrados ao tronco, sendo chicoteados, é fortemente panfletário, embora o castigo físico tenha existido em toda a colônia. Enquanto os escravos foram efetivamente agentes da história, a historiografia brasileira contemporânea continua repetindo discursos abolicionistas, o que significa exagerar no grau de violência praticado pelos senhores”, diz o professor, convicto da necessidade de maior aprofundamento das pesquisas.

Primeiras leis

Para quem pensa que todo negro na colônia era escravo, o professor esclarece que nem todo escravo era negro”. Mulatos, pardos e cabras (descendentes de negros e índios também eram escravos. E por que essa diferença? Eduardo conta que, no século 18, os “negros de corte”, a exemplo de alguns nobres do reino do Congo, iam estudar em Lisboa, Portugal, ou Salvador, na Bahia. Igualmente livres eram também alguns africanos que trabalhavam nos chamados navios negreiros que cruzavam o Oceano Atlântico. Em 1830, surgem as primeiras leis que proibiam o tráfico de negros determinando que todo africano que pusesse os pés no território brasileiro deveria ser considerado livre. 

“O equívoco maior é pensar que os cativos foram vítimas o tempo todo. O 13 de maio serve para discutir o assunto e corrigir uma série de distorções, muitas delas construídas pelos abolicionistas”Eduardo França Paiva, professor de história da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 

Linha do tempo
Século 16 – Começa a escravidão no Brasil e os índios são os primeiros a trabalhar nesse sistema. Os negros africanos chegam à colônia na segunda metade do século
Século 18 – O sistema começa em Minas, sendo escravos os negros, mulatos, pardos e cabras (filhos de negros com índios) 
1830 – Entram em vigor as primeiras leis proibindo o tráfico atlântico de escravos. Todo africano que chegasse ao território brasileiro deveria ser considerado livre 
1850 – Em 4 de setembro, é aprovada a Lei Eusébio de Queirós, que põe fim ao tráfico negreiro
1871 – Em 28 de setembro, é promulgada a Lei do Ventre Livre, que considerava livres todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data
1885 – Em 28 de setembro, é promulgada a Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe, que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos
1882 e 1885 – Em Minas, são criadas a Sociedade Abolicionista de Ouro Preto e a Beneficente Associação Marianense Redentora dos Cativos, que promoviam a emancipação dos escravos _
1888 – Em 13 de maio, a Princesa Isabel sanciona a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil





Arturos em festa

A tradicional comunidade dos Arturos, de Contagem, na Grande BH, celebra neste fim de semana a Festa da Abolição. Hoje, às 18h, tem concentração das guardas de Congo e Moçambique, na Rua da Capelinha, 50, no Bairro Jardim Vera Cruz. Às 18h30, haverá cortejo das guardas em direção à Matriz de Nossa Senhora do Rosário, no Bairro Alvorada, seguindo-se celebração eucarística (19h30) e levantamento de mastros na Casa da Cultura/Museu Histórico, na matriz e na comunidade (20h30). Amanhã, a programação começa às 4h, com a Festa da Matina ou Dança que chama o sol , na Rua Capelinha, 50, e segue até as 22h com desfiles, missas, encenações e celebrações. A comunidade negra Arturos descende de Camilo Silvério da Silva, que, em meados do século 19, chegou ao Brasil num navio negreiro vindo de Angola. Em Minas, trabalhou num povoado na Mata do Macuco, antigo município de Santa Quitéria, hoje Esmeraldas. 

(Fonte - http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/05/12/interna_gerais,293896/mitos-da-escravidao-em-minas-sao-derrubados-por-pesquisador.shtml)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O CULTO AOS MORTOS NO BATUQUE NÃO É (E NÃO PRECISA SER) UM CULTO DE EGÚNGÚN.

Erick Wolff de Oxalá
Agosto de 2017


“De modo algum o ilé-ibo-akú (ibokú), a casa do culto aos mortos do lésè òrìsà (casa de orixá), deve ser confundida com o lèsànyìn, a casa do culto de egúngún dos lésè egúngún (terreiro de eégún).

No ibokú são cultuados os espíritos dos iniciados, sacerdotes (tisas) iniciados no culto dos òrìsà.

No lésànyin são cultuados os ará-òrun em geral, e os espíritos daqueles que foram iniciados no mistério dos egúngún”

Juana Elbein dos Santos & Deoscóredes M. dos Santos,
“O Culto dos Ancestrais da Bahia, o culto dos eégún”,
Tradução de Carlos Eugênio Marcondes de Moura

In: Olóòrìsà, escritos sobre a religião dos orixás,
 (Org.) Carlos Eugênio Marcondes de Moura,
Ed. Ágora, 1981, p. 171.


No texto de chamada deste pequeno artigo, Juana Elbein e Mestre Didi esclarecem que existe uma diferença entre o ibóku, local de culto aos mortos da tradição do terreiro de orixá, e o lèsànyìn, local de culto de baba egun.

Em ioruba, osso se escreve egungun, e o espírito cultuado através deste osso chama-se egúngún (nome).

No culto de baba egun cultua-se não apenas o espírito, mas também o osso do ancestral ali enterrado, e isto só pode ser feito com a intervenção de um ojé. Assim, o culto de baba egun é, portanto, outra forma religiosa, que não se aplica ao Batuque.

O culto de baba egun no ilèsànyin, do terreiro de egúngún nada tem a vem com o culto dos ancestrais religiosos no balé (ibóku) de uma casa de orixá. O que se faz no balé (ibóku) do batuque não tem nada a ver com o que se faz no lèsànyìn do culto de baba egun.

No batuque do RS, no balé (ibóku) se cultua os espíritos dos mortos, babalorixás e ialorixás fundadores (as) das tradições do batuque, e ancestrais das famílias religiosas, mas não existe no batuque culto do osso deste ancestral ali presente, naquele chão.

Tem-se notícia que alguns sacerdotes (?) tem o costume de pegar ossos em cemitérios para montar um balé, mas isto, além de estar completamente errado, ainda é crime previsto em lei. Tal prática nada tem a ver com o culto tradicional do ancestral no batuque e deve ser completamente abolida.

No Batuque, o culto é feito à memória dos nossos ancestrais religiosos, mas os ossos destes ancestrais não estão enterrados ali, por isso, não precisamos de ojé, por que não estamos fazendo culto de baba egun. O local de adoração aos mortos, no batuque, pode ser feito num buraco no mato, ou caso tenha espaço, no pátio do templo; podem destinar um pequeno local para adoração, que o Batuque chama de balé (ibokú), local de culto aos mortos.

Quando cultuamos a memória do morto, nossos ancestrais, criamos um elo entre a comunidade e os mortos através do balé (iboku); desta forma, os descendentes que possuem casa aberta e todos os axés, podem ter um balé (ibóku) em seus templos tão logo seja possível, para que os ancestrais possam abençoar, proteger e orientar aquela comunidade.

Todos os lados do batuque (Jeje, Ijesa, Kambina e Oyo) possuem rituais e fundamentos de egun, no entanto a Kambina é a que mais e destaca pela sua peculiar familiaridade com Xangô Kamuka e os rituais dos mortos da comunidade.

Assim, os rituais fúnebres do Batuque do RS são ministrados pelos babalorixas e iyalorixas, prontos de todos os axés, e inclusive, possuem fundamentos e segredos dos rituais fúnebres, para atuarem dentro do balé (ibóku) da casa de orixá. Não é necessário a presença de um ojé, pois este rito fúnebre do batuque nada tem a ver com o que se pratica no lèsànyìn (léssanin) do culto de baba egun, pois nos terreiros de Orixá, como o culto é para memória dos mortos, não precisa do osso; bastam-se os paramentos ou utensílios que o representem. Por isso, repetimos, ojé é desnecessário.

O nome do ritual fúnebre do batuque chama-se orissu ou, arissun ou, sirrum. Assim que o individuo falece, iniciam os rituais com corpo presente. Prepara-se a pessoa, o caixão, fazem rituais sobre ele, inclusive dançam em volta e depois levam este caixão embanado ao som de cantigas fúnebres. Após isso, os rituais levam sete dias, no ultimo despacha todo o carrego, e guarda o luto que poderá chegar a um ano.

Aos sacerdotes que possuem balé (ibóku), anualmente costumam fazer uma festa para os mortos, com muita comida e rituais. Antigamente os mais velhos chamavam de missa de Egun. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como informamos acima, o culto aos ancestrais iniciadores do Batuque do RS são de exclusividade dos sacerdotes de orixá, e o culto da memória do falecido não necessita do osso, e não faz nenhum sentido pegar ossos em cemitérios de cadáveres desconhecidos, para cultuar como ancestral.

Assim os sacerdotes do batuque que sabem como praticar seus rituais aos mortos desta comunidade, não necessitam de um ojé, sacerdote de outra religião, que é o culto de baba egun, e nem cometerem o crime de buscarem ossos em cemitérios.

Para finalizar, tenham em mente que cultuar um ancestral religioso no balé (ibóku) de uma casa de orixá, não tem nenhuma relação com o culto de baba egun no terreiro de egúngún. Misturar os dois cultos é se perder pelo caminho. 

domingo, 13 de agosto de 2017

NAÇÃO CABINDA, ATACADA E DESMORALIZADA

Por Jorge Verardi

Meus irmãos, mais uma vez tenho que vir a público para mostrar a minha indignação com a matéria publicada pelo Babalorixá Júlio Cesar Ferro de Xangô Agandjú, com todo respeito que tenho pelo irmão, sei de sua competência como estudioso, pesquisador e professor da Língua Yorubá, acho importante para aquelas pessoas que queiram saber a história da Africa e suas Nações, assim como seus dialetos, mas quando os negros vieram para o Brasil, durante a viagem em porões do navios, os negros escravos vinham de todas as nações, consequentemente de diversos dialetos, não podendo se comunicarem uns com os outros, exatamente para que não fizessem rebelião, assim que por necessidade de comunicação eles criarão palavras e dialetos para poder se comunicar, e aqui chegados os próprios negros deturparam e mesclaram seus dialetos, porque uma religião que é transmitida de boca a ouvido, e oralmente, no decorrer dos tempos é normal que sofra mais deturpação linguística, não me interessa saber da história da Africa, não me interessa saber das suas mudanças, não me interessa saber que a Cabinda hoje é apenas uma província de Angola, o que me interessa o o que os nossos ancestrais trouxeram para o Brasil, e nos deixaram, um legado a ser respeitado por todos nós Africanistas, dizer que a Nação de Cabinda não existe, que é uma invenção é dizer que todas as demais não existem, que pai Valdemar de Xangô Kamuká, foi invenção, não aceito que uma nação seja enxovalhada, desmoralizada, denegrida, por isso tudo, em nome da Afrobrás e em meu nome como Babalorixá da Nação Gegê Ygexá, protesto contra esta matéria e convido a todos os irmãos da Nação Cabinda e seus líderes os quais tenho o maior respeito e demais Nações para ocuparem esta rede social para também protestar contra esta matéria, meu não rotundo a esta matéria.

Meu Agô para todos e muito Axé.

Fonte - 
https://www.facebook.com/jorge.verardi.5?hc_ref=ARRcAUUuXdEQ5rbs0qS8QVjaG5i-YH9XiE6Fr9ahzNqfM2SqqXhBrVQlRLbsuyF5goQ&fref=nf

sábado, 12 de agosto de 2017

ARTIGO EM DEFESA À CABINDA/KANBINA DO BATUQUE DO RIO GRANDE DO SUL

Por Charles Demétrio S da Silva (Hùngbónò Charles)
Historiador, Professor e Pesquisador da cultura africana e afro-brasileira

12 de agosto de 2017



Resumo
O presente trabalho tem como principal objetivo a defesa da vertente religiosa Cabinda/Kanbina1, como parte integrante e legítima do Batuque do Rio Grande do Sul2.


O proposito deste trabalho é contrapor uma publicação (Cabinda, Qual é a origem da acepção Cabinda?) recentemente lançada via redes sociais e na internet, de que a vertente religiosa de Cabinda/Kanbina seria uma invenção de seu fundador Waldemar (Valdemar) Antônio dos Santos e que não teria valor cultural e religioso, sendo assim, não podendo ser considerada uma forma de culto religioso afro-brasileiro. No decorrer deste artigo apontarei algumas inconsistências e falhas na dada publicação, que nitidamente representa um ataque infundado a uma forma de culto, bem como a seus adeptos e ao seu fundador, o Sr. Waldemar Antônio dos Santos.


1 Uma das questões abordadas no presente trabalho será a nomenclatura da vertente, se a mesma seria Cabinda ou Kanbina.
2 Forma religiosa implantada pelos africanos escravizados e seus descendentes no Estado do Rio Grande do Sul/Brasil, e que posteriormente foi introduzida em outros Estados brasileiros, bem como em países vizinhos tais como Argentina e Uruguai. 

Link = https://drive.google.com/file/d/0B7oGeEZgb95gYVdEWFNVbW1lOW8/view

DEVOTOS CELEBRAM EM 20 DE AGOSTO "O DIA DO ORISA", NO ESTADO DE OYO, NIGÉRIA

Publicado na Página do Alaafin (Dr.) Olayiwola Adeyemi III, na data de 12/08/2017.

Alayeluwa Oba (Dr.) Olayiwola Adeyemi III, O Alaafin Oyo, reuniu os Governantes Tradicionais no Estado de Oyo para apoiar a Sagrada Religião Yoruba Antiga de Orixá.


O Alaafin de Oyo juntou-se a Olubadan, Ona Onibode de Igboho, Oni Ilua de Ilua, Eleruwa, Aseyin de Iseyin, Aare of Ago Are, Asawo de Ayete, Olu de Igbo-Ora, Onisemi de Iseme-Ile, Akibio de Ilora, Ibakisi Oloje de Oje-Owode, Onigbope de Ibope, Sepeteri, Saki, Ogbomoso, entre outros, para comemorar este dia em cada cidade.

Na quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017, os membros honoráveis ​​da Casa de Assembleia do Estado de Oyo levantaram uma moção e resolução da Câmara para solicitar ao corpo executivo do governo que reservasse um dia de feriado para os adeptos da Religião dos Orisa.

Com o reconhecimento concedido às 2 religiões existentes pelo governo do Estado de Oyo, ou seja, o cristianismo e o islamismo, é pertinente observar que o reconhecimento dado ao cristianismo e ao islamismo é fisicamente pronunciado com a declaração de um determinado dia ou data para a observância de um dia festival para os adeptos dessas duas religiões, que por turnos são observados por todos como um feriado público e a lei aprovada é perante o Governador Executivo do Estado de Oyo ,para aprovação final.

Citando o Alaafin de Oyo: 
"A civilização iorubá, ao contrário de outros, tem seu sistema de conhecimento e uma religião hoje amplamente aceita e praticada em outras partes do mundo, especialmente na diáspora africana apesar do fato de que, ao contrário de outras religiões, não proselitismo. 
Há muito tempo descobri que o Patrimônio Cultural Yoruba e o sistema de valores são ferramentas fortes em nossos esforços para promover e utilizar a diplomacia cultural para o desenvolvimento em África.
A Nigéria deve beneficiar-se da boa vontade e dos interesses de uma população em expansão de praticantes da religião iorubas que hoje estão rejeitando outras religiões e estão em extrema necessidade de uma religião com a qual possam se conectar na busca de identidade e desenvolvimento espiritual. ” 



Fonte do artigo - https://www.facebook.com/alaafinoyo/photos/a.322566881203723.1073741828.317108578416220/1237201533073582/?type=3&theater

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

POR QUE OS IORUBAS ENTERRAM SEUS MORTOS EM CASA?

REVISTA OLORUN N. 53, Agosto de 2017

ISSN 2358-3320 - www.olorun.com.br


Publicado em 28 de janeiro de 2012, no Daily Trust

Doyin Adebusuyi, Ado-Ekiti;
Abdul-Hameed Olawale, Osogbo;
Mustapha Abubakar, Ilorin
Sikiru M. Jimoh, Abuja.

Os iorubas acreditam que os mortos ainda são parte da família e acredita-se que aqueles que se enterram seus mortos em cemitérios teriam jogado seus entes queridos em uma terra estrangeira” (Odofin Are Ikere, Ado-Ekiti, Estado Ekiti, Chefe Bode Ajisefini).
Se for esse o caso, por que o governo do estado Ekiti está tentando ir contra a crença das pessoas, pois planeja proibir o enterro dos mortos em compostos familiares?
É uma visão comum ver sepulturas dentro das casas ou especificamente nas varandas no Estado de Ekiti. Para as pessoas, é um tabu enterrar ancestrais em terras “estranhas”, isto é, o cemitério, que é o lugar de enterro designado na maioria das grandes cidades em algumas partes do país, e também, em todo o mundo.
No entanto, a tendência está prestes a mudar, já que o governo estadual planeja torná-lo ilegal para as pessoas que perdem seus entes queridos, enterrá-los em suas casas.
O governo, de acordo com o Conselheiro Especial sobre Assuntos do Território, do governador Kayode Fayemi, Élder Remi Olorunleke, planeja estabelecer cemitérios públicos e proibir enterrar os mortos dentro de suas casas e em qualquer lugar dentro de bairros residenciais, como parte das iniciativas de renovação urbana em andamento.
O Élder Olorunleke, que representou o governador em uma reunião com o Conselho estadual de Obas, em dezembro de 2011, disse que essa medida era necessária para “reforçar o valor da propriedade e melhorar sua comercialização”.
Ele explicou que, quando a lei entrar em vigor, seria impossível que as pessoas enterrassem seus falecidos dentro de suas casas por qualquer motivo. Ele argumentou que:
“O investimento em habitação é conhecido por consumir uma porcentagem considerável do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A habitação tornou-se um grande mercado no mundo.
Como forma de regulamentar o mercado, há a necessidade de reforçar o valor da propriedade e melhorar a sua comercialização, desencorajando enterrar os mortos dentro e ao redor das áreas residenciais. Um cemitério público adequado seria estabelecido em nossas principais cidades para cuidar dos mortos. ”
Exceto cristãos e muçulmanos que têm cemitérios para seus membros mortos, as investigações da Weekly Trust em torno da capital do estado, Ado-Ekiti e algumas comunidades revelaram que não há cemitérios públicos em qualquer lugar do estado.
De acordo com Odofin Are Ikere, alguns pais idosos, antes da morte, escolheram onde deveriam ser enterrados e ninguém se atreve a mudar tal testamento.
Ele disse que:
“Enterrar os mortos em casa nas terras Iorubas é parte de nossa cultura e tradição. Nossos pais e mães, antes de morrer, puderam dizer onde deveriam ser sepultados quando morrerem; eles querem permanecer parte integrante da família”.
Ele também argumentou que quando eles são enterrados em casa, qualquer membro da família poderia ter acesso fácil aos mortos através do sacrifício, o que ele disse, não poderia ser permitido se enterrado no cemitério:
“Nossos irmãos cristãos e muçulmanos acreditam na Bíblia e no Alcorão enquanto os tradicionalistas acreditam nas crenças tradicionais. Nossa crença é que, uma vez que você não oferece sacrifícios aos mortos, suas orações não serão respondidas ”.
O chefe de Ikere, que lembrou que perdeu seu pai em 10 de março de 1986, disse que os membros da família ainda oferecem sacrifícios a seu falecido pai em sua tumba, devido à crença de que “ele está sempre conosco”.
Ele mencionou aqueles que poderiam ser enterrados em casa, como sacerdotes, aqueles com títulos de cúpulas tradicionais, monarcas e qualquer um que opte por ser enterrado em casa.
Outro governante tradicional, Odofin de Ararome Obo, HRM Oba Oyebode Olowokere, que alegou ignorância da proposta, disse que:
“Tradicionalmente é permitido, se alguém pedisse que fosse enterrado em casa. Quando você enterra seu amado em casa, você pode se comunicar com os mortos e oferecer sacrifícios; não penso que seja um coisa ruim enterrar os mortos em casa”.
Do mesmo modo, Deacon Olakiitan Ogunje, descreveu o governo como:
“Uma boa política que não é praticável considerando nosso nível de desenvolvimento no Estado de Ekiti”.
Ele disse que as pessoas veem os mortos como uma coisa muito assustadora que não deve ser celebrada conforme o governo está planejando. Para ele, ter cemitérios públicos “é um apelo para que ocorram mais mortes”.
Ele lembrou que seu falecido pai, o Chefe Enoch Ogunjemilehin, que morreu em 2003 em Ijen, região do governo local de Gbonyin, no estado de 94, expressou seu desejo de ser enterrado em casa apesar de ser um anglicano. Ele disse:
“Nós vemos isso como uma honra, enterrar nosso pai sua casa, que lutou toda a vida para construir”.
Ele criticou o estado pobre de alguns cemitérios pertencentes a grupos religiosos no estado, acrescentando que eles não estão bem conservados e que podem ser cobertos de plantas daninhas e portadores de rituais:
“Algumas pessoas consideram isso como um grande desrespeito, o de enterrar seus mortos em tais lugares”.
O diácono Ogunje também acredita que a proteção dos moradores e dos membros da família é responsabilidade dos espíritos dos mortos enterrados em casa.
Sr. Ojo Samuel, residente de Ado Ekiti, também falou em apoio a pessoas que estão enterrando seus mortos em casa. Ele disse:
“É o certo. Não respeito pessoas que enterram seus mortos nos cemitérios. Se meu pai morrer hoje, não permitirei que ele seja levado para o cemitério”.
O Sr. Jackson Adebayo, Diretor, Mídia e Publicidade do Partido Democrata dos Povos (PDP) do Estado, disse que decidiu enterrar sua mãe na frente de sua casa, em Otun, na área de governo local de Moba, embora a lei proíba:
“Nós acreditamos que nossos homens e mulheres, mortos ou vivos, devem ser vistos. Mas, do ponto de vista da higiene e da modernidade, acredito que não devemos continuar a enterrar pessoas em casa”.
Para diminuir esta tendência, o Sr. Adebayo disse que o governo deveria fornecer cemitérios públicos em cidades e comunidades para que as pessoas enterrassem seus entes queridos. No entanto, um clérigo islâmico, Malam Yaqoup Popoola, disse que o Islã recomenda que os mortos sejam enterrados em um lugar público preparado para o enterro, acrescentando que o enterro interno é contra o Islã.
Porém, o Rev. Fr. Julius Omoniyi Adewumi, sacerdote da paróquia da Igreja Católica de São Patrício, Ilawe Ekiti disse que não havia nada de errado em enterrar os mortos em casa, como forma de manter o falecido como membro da família:
“Nós acreditamos que tanto os vivos como os mortos são um. Então, numa situação em que os mortos serão esquecidos após o enterro, preferirei que os mortos sejam enterrados em torno do complexo para que as pessoas olhem os mortos como parte da família. ”
Mas ele condenou uma situação em que os parentes adoram seus mortos como deuses:
“Eles não são deuses, mas alguns ainda podem interceder por nós na presença de Deus como os santos no cristianismo. Os santos são aqueles que viveram a vida santa quando estavam vivos, e ainda pedimos que intercedam por nós diante de Deus. Eles são seres humanos que estão agora na presença de Deus. Portanto, não há necessidade de fazer sacrifícios a eles”.
O chefe Bayo Ogunmodimu, que falou em nome de Ewi de Ado Ekiti e secretário de Ewi em Conselho, disse que é política do governo e é um desenvolvimento bem-vindo:
 “O governo tem o direito de decidir melhores coisas para as pessoas do Estado. É um gesto de boas-vindas e não temos outra opção senão obedecer. ”
No estado de Kwara, para garantir uma coordenação adequada, os grupos governamentais e religiosos estabelecem cemitérios públicos que estão bem espalhados pelo Estado. Não obstante, muitas famílias ainda mantêm a tradição de enterrar seus mortos dentro de suas casas.
Um pastor de uma igreja de nova geração, que prefere o anonimato, disse que a prática de enterrar os mortos em casa ou no cemitério não tem nada a ver com a doutrina dos cristãos; no entanto, aqueles túmulos que são feitos nas instalações da igreja costumam lembrar ao cristão seu inevitável final. Segundo ele, quando as pessoas veem tais túmulos regularmente, eles lembram qual será sua casa final.
Um estudioso islâmico, Ustaz Mukhtar Muhammad Thani,, no entanto, disse que enterrar os mortos em casa é mais uma coisa cultural, por causa da crença que as pessoas atribuem aos mortos e essa crença, ele disse que “realmente começou há muito tempo mesmo antes da era do Profeta. Foi o Islã que nos iluminou. ”
Outro motivo para a prática naqueles dias, ele disse, é para o falecido ter contato com a família e a propriedade que ele deixou para trás. Então, ao ser enterrado em casa, ele ou ela pode ver o que está acontecendo com sua família.
Os casos de violação de cadáveres em cemitérios, com o propósito de ritual, foi outra razão pela qual as pessoas continuam a enterrar seus mortos perto deles, para monitorara-los, especialmente se eles são ricos, influentes ou justos.
“Eventualmente, as pessoas começaram a unir a divindade a estes túmulos, canalizando seus pedidos nestes locais, rogando aos mortos por proteção para os membros da família que deixaram para trás. Embora outras religiões não sejam contrárias a tal prática, é o pecado mais grave no Islã, pois equivale a colocar esses mortos no mesmo pedestal com Deus”.

Grupos de túmulos são vistos regularmente em muitas casas residenciais no Estado de Kwara. Na verdade, um estranho poderia caminhar sobre tais túmulos sem saber. Mesmo com a provisão de terras pelo governo estadual, as pessoas ainda estão muito vinculadas a esta prática antiga, e não estão perto de abandoná-la ainda.
Como em Kwara, a tradição antiga ainda está sendo praticada no Estado de Osun. No entanto, os líderes religiosos são de opinião que um funeral público é preferido.
Falando com a Confiança Semanal em Osogbo, capital do estado de Osun durante a semana, a Mesquita do Imam de Baba Popo na área de Gbaemu, Alhaji Salami Adejumo apelou ao Governo do Estado de Osun para fornecer um cemitério público para desencorajar as pessoas de enterrar seus parentes no ambiente familiar. Ele também observou que o costume de enterrar cadáveres em casa não é atraente, mas continuará até que o governo forneça cemitério.
“É verdade que, enterrar cadáveres nos compostos da família, não é atrativo hoje em dia. Se o governo fornecer cemitérios públicos, as pessoas estarão dispostas a levar seus cadáveres a tais lugares. Algumas das organizações que têm cemitérios restringem seu cemitério aos membros. Eles não permitem que os não membros sejam enterrados em tais cemitérios”.
Para Alhaji Liasu, deve haver segurança adequada para os cemitérios antes que as pessoas estejam convencidas de levar seus cadáveres lá para o enterro:
“Nossa experiência nos últimos tempos não é muito agradável com a forma como alguns elementos sem escrúpulos estavam removendo partes dos corpos dos cadáveres dos cemitérios. Até que o governo forneça sepulturas públicas com cerca e segurança adequada, as pessoas continuarão a enterrar seus cadáveres no complexo familiar. Infelizmente, há um espaço muito limitado nos ambientes familiares”.
No entanto, a proibição no Estado de Ekiti foi reprovada em alguns lugares. Sr. Omotayo Owolo, um empresário do Estado de Osun, residente em Abuja, disse que a proibição teria um efeito adverso sobre a cultura e as normas ioruba:
“A cultura (tradicional) é bastante diferente da modernização. A modernização não cria espaço para enterrar parentes falecidos em áreas residenciais, mas essa é a nossa tradição e não há nada que o governo possa fazer, exceto através do esclarecimento e do encorajamento gradual de todo o povo. Não por lei aplicada ao acaso”.
Além disso, o Sr. Tawab Fatola, da Ikire, no Estado de Osun, disse à Weekly Trust em Abuja, que a prática é mostrar às crianças os túmulos de seus antepassados da família:
 “Se os filhos não conheceram o pai ou o avô, podemos mostrar seus túmulos e fotografias, explicou”.
Fatola disse que cristãos e muçulmanos, em Ikire, enterram seus familiares, especialmente os antigos, em áreas residenciais.

Tradução, transcrição e adaptação, em 29/07/2017, por: Luiz L. Marins – www.luizlmarins.com.br

Original em Daily Trust, Internet. Acessado em 29/07/2017. Disponível em:


ANEXOS:
Túmulo da família Atanda 

Túmulo da família Elebuibon    

   

Ibojì Ijagbo, foto Omowale Willys, 2015 
   
Isa Oku, foto babaawo Alabi 
   
Túmulo dentro de uma casa, em Abeokuta. Fonte não identificada