sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Isese (Ìsèse)

Nathan Lugo


22/01/2016

A palavra Isese é uma palavra bem antiga que significa todas as religiões, as tradições espirituais, as culturas antigas de todos os povos. Em resumo, a tradição antiga de todos os seres humanos.


Quando um Iorubá está falando de Isese, pode estar falando de orixá, ele pode estar falando de vodun, ele pode estar falando de qualquer outra religião indígena africana.

Ao dizer Isese Lagba, estamos falando que todas as tradições, orixá, vodun, etc., que pertencem às religiões indígenas são maiores que todas as demais religiões que foram impostas na Nigéria: Cristianismo, Islam.

Assim a palavra Isese significa a cultura original, primordial, o que sempre existiu, ao contrário do Islam e do Cristianismo, que foram introduzidos na terra Ioruba.  Eles não são Isese.

Quando uma pessoa diz Isese Lagba, está dizendo que é o original o primordial, e é o maior, ao contrário dos muçulmanos e cristãos.

Para que fique bem claro, não estamos falando contra o Candomblé, contra a Santeria Cubana. Todo aquele que pratique vodun, que pratique orixá, está praticando Isese.

Mas tem pessoas no Brasil que dizem praticar a orixá tradicional da África, mas está usando este termo sem saber exatamente o significado.  

E também as pessoas que praticam as tradições de orixá no Brasil sejam do Candomblé, sejam do Batuque, também não entendem o significado da palavra, do termo, então se torna uma grande confusão.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Codificar a Umbanda

Erick Óbokún
10/01/2016


Muitas vezes o homem, na intenção de controlar o homem, cria regras para poder controlar a todos. Porem não é assim tão fácil como pensam, por que, partindo do ponto de vista que cada terreiro tem o seu mestre e mentor, que geralmente é uma entidade do dirigente ou, fundador que administra os rituais e conceitos religiosos.

Geralmente esta entidade segue uma linha de trabalho e espiritualidade a qual o médium seguia ou foi preparado, dando continuidade aos fundamentos que lhe foram passados, podendo ou não sofrer alterações conforme a entidade mestre determina, assim fica a cargo e responsabilidade desta entidade toda e qualquer modificação que efetuem naquele terreiro.

Se cada templo, tem o seu mestre, que orienta e trabalha, os médiuns e consulentes irão seguir e propagar o conhecimento e fundamentos, caso um dia cheguem a abrir uma casa religiosa. Este processo de perpetuar e difundir tradições de uma única família, deve ser respeitado e protegido, é o que faz com que pertença a uma linha filosófica e assim seja identificada.

Os rituais e tradições de uma família, geralmente são protegidos pela comunidade, qualquer elemento que venha a ser introduzido, será avaliado pela entidade chefe, ou pelo próprio mentor do templo, ou não farão parte daquela comunidade.

Por isso, quando alguém criar código para determinar o que pode ou não ser considerado Umbanda, deverá consultar todos os templos existentes, registrando cada templo, cada conceito, tradição e fundamentos, ou o trabalho além de tendencioso seria incompleto e mal feito.  

Por isso, qualquer tentativa de impor um código ou de ditar o que podem ou não fazer, é uma violência inadequada e competitiva, sendo assim, codificar uma religião viva, a qual cada templo é um universo religioso é um crime cultural e religioso.  

Por que ninguém irá aceitar, que invadam a sua casa, e ditem o que você pode ou não fazer, por que sabemos que alguns templos de Umbanda praticam certos rituais e outros templos não aceitam, e caso a codificação seja feita, todos serão obrigados a seguirem aquelas regras determinadas pelo código, ou serão banidos e até fechados... Pensem muito, por que é uma ida sem volta.

O mesmo serve para os terreiros de Candomblé e Batuque, que além de sofrer ataques diariamente dos evangélicos, ainda  sofrerão perseguição dos próprios irmãos religiosos.    





sábado, 2 de janeiro de 2016

AGANJU NÃO É ORIXÁ DOS VULCÕES

Nathan Lugo
Janeiro de 2016


“Não existem vulcões na iorubalandia. Aganju é um orixá que estudei com os sacerdotes de
Xangô em Oyó. Eles nunca mencionaram vulcões e quando perguntei sobre isso, eles não
compreenderam.
Seria interessante saber quando a diáspora Ioruba começou a associar Aganju com vulcões e
quando os Iorubas começaram a adotar as concepções cubanas de Orixá (pelo menos os
baba orixás e babalaôs mais jovens).”