quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Omi Odò


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

As varias formas de Ifá


domingo, 15 de novembro de 2015

A PRATICA DA FEITIÇARIA COMO ELEMENTO FOMENTADOR DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Luiz L. Marins

15/11/2015



Sei que gera polêmica, mas é preciso falar sobre o assunto. A intolerância religiosa não pode e não deve ser embasada apenas no fundamentalismo e no fanatismo evangélico. Eles existem, sabemos, mas não são os únicos motivos da intolerância religiosa contra as religiões afro-brasileiras.

A maioria das religiões afro-brasileiras visam a prática do bem. Os sacrifícios, quando necessários tem um objetivo de promover a cura, a prosperidade, a proteção espiritual, restabelecer a paz, promover a união, como também o louvor aos Orixás. Esta é a finalidade da maioria das religiões afro-brasileiras, mas nem todas. 

Há outra prática que vem sendo ignorada por aqueles que lutam contra a intolerância religiosa. É um segmento menor, praticado por uma minoria, com finalidades menores ainda, mas que existe e precisa ser sociologicamente debatido: a prática da feitiçaria dentro das religiões afro-brasileiras. 

Basta uma rápida pesquisa no YouTube para mostrar que elas existem:

Neste outro vídeo que selecionamos, arquivado na Biblioteca Orixás, o feiticeiro explica: https://drive.google.com/file/d/0B0QWMww0gZVYNXFNWFVtZjVBYTQ/view?pli=1  

Não julgaremos os vídeos. O leitor terá discernimento suficiente para fazê-lo. 

Os projetos de lei apresentados pelos evangélicos para a proibição dos sacrifícios em rituais religiosos tem a finalidade de combater a prática da feitiçaria, muito mais do que fundamentar sua própria religião. Esta prática causa uma revolta social. 

A única forma que a sociedade civil, evangélica ou não, tem para defender-se dela, é por vias legais, criando leis. A sociedade de uma forma geral não pode se curvar ante um segmento menor que pratica feitiçaria, ainda que se alegue inconstitucionalidades. Cabe aos líderes afro-religiosos esclarecerem a opinião pública e lutarem contra tal prática. 

 Assim, sugiro que incluam este tema nos fóruns que de forma isenta, pretendem debater a intolerância religiosa.



domingo, 1 de novembro de 2015

Homenagem a Waldemar Antonio dos Santos, patrono e fundador da tradição Kànbína do Batuque do R.S.

Por Erick Òòsàálá
02/11/2015






Hoje, dia 02 de novembro, de 2015, feriado de Finados, quando todos estão lembrando dos seus mortos e daqueles que conheceram e já não estão mais vivendo no Àiyé (mundo físico), nada mais justo que prestarmos uma pequena homenagem à um Ícone da Batuque e, para isso falaremos um pouco sobre o Waldemar e a Kànbína do Batuque do R.S.

QUEM FOI WALDEMAR
Waldemar é o patrono e fundador da Raiz religiosa Kànbína. Teria nascido em 04 de agosto de 1883, em solo brasileiro, morrendo em 15 de setembro de 1935. Sabemos que Waldemar, era filho de Pedro dos Santos e Maximiliana dos Santos, e faleceu dia 16 de setembro, aos 52 anos, por complicações do coma, causado pela diabetes. Deixando a viúva Ottilia Tavares dos Santos e os filhos Antonio (21 anos), Manoel (16 anos) e Nair com (6 anos).

Filho de escravos, ele nasceu livre, pois a lei nº 2.040, lei do ventre livre, de 28 de setembro de 1871, que liberou as crianças nascidas de pais escravos, e, mais tarde quando ele estava com cinco anos, veio a Lei Áurea, Lei Imperial nº 3.353, sancionada em 13 de maio de 1888, extinguindo a escravidão.

Waldemar deu início a uma tradição, que pode perpetuar a tradição Ioruba no R.S., alinhada e bem estruturada com muitos conceitos que encontramos até hoje na Matriz Ioruba, sendo filho de Sàngó Agodo, Waldemar uniu fundamentos das atuais tradições por meados de 1930, dando início a Kànbína que atualmente agrega iniciados em todo o Brasil e outros países da América do Sul. (fonte: A Entronização do Aláààfin e sua conservação na Kànbína", revista Olórun numero 18, www.olorun.com.br)

EÉGÚN
O de finados é uma data, que lembramos dos mortos, e recordamos daqueles que conviveram conosco, ou nos deram a origem. Damos o nome de Eégún (osso, referindo-se aos mortos) para aqueles que morreram e pertenciam a família carnal ou religiosa.

Por isso, sem que estejamos comemorando uma data “cristã”, nos rituais Afro-religiosos, vale lembrar daqueles que se foram, que partiram para o Òrun, e na tradição Kànbína do Batuque do R.S., homenagearmos o seu fundador Waldemar Antônio dos Santos, ao qual cultuamos a sua memória (iránti) no Ibókú (Ilé-ìbó-akú = casa de Adoração aos mortos).

Sabemos que a função de um Eégún (falecido) é proteger e orientar a Ebí (família) religiosa, e deve ser consultado sempre que necessário.

ÒRÌSÀ VIRAR EÉGÚN
Determinados òrìsà possuem uma estreita ligação com Eégún no entanto jamais poderemos confundir òrìsà com Eégún, por que òrìsà não se torna Eégún. Para isso haveria necessidade do òrìsà estar encarnado e depois morrer, por isso, òrìsà não tem logica òrìsà ser cultuado no Ibókú ou Igbalè.

SÀNGÓ KAMUKA
Por muitos anos na Diáspora Ioruba Brasileira entendeu-se que Sàngó temia Eégún. indo na contramão a tradição Kánbína do Batuque teve no seu culto a Eégún a proteção de Sàngó; 


A tradição Kànbína possui um Ojúbo chamado Sàngó Kamuka, que protege a comunidade contra Ikú (morte) e os inimigos, que também é responsável pelos rituais à Eégún, o que chegou até a criar confusão a ponto de chamar de Sàngó de cemitério ou Sàngó a Eégún, sem que seja verdade, ou que este òrìsà seja um a Eégún.

As famílias que ainda mantem o culto deste Sàngó vivo possuem uma segurança feita no meio do salão, e ou, o seu próprio Igba-òrìsà, que fica na frente do templo, ao lado do Ilé Olóòde (Ojúbo òrìsà Èsù, que fica no pátio dos templos).

Vale lembrar que outras tradições do Batuque, possuem uma divindade muito semelhante, conhecido como o Sàngó do povo, que alguns o colocam no meio do salão como segurança enterrado, idêntico ao Kamuka da Kanbina, e ou, ele fica sento na frente do templo semelhante ao Kamuka.


Notem que a comida preferida de Sàngó é o Quiabo, preparado com guisado de carne, dando o nome de Amalá. No entanto todas as tradições (Kànbína, Jeje, Ijesa e Òyó) do Batuque do R.S., preparam o Amalá com folhas, muito raro no culto a Sàngó, por que sabemos que apenas é oferecido para o Sángó Gbaru (conhecido como o Sàngó do buraco).

Oríkì Kamuka, tradição oral do templo Ilê Axé Nagô Kóbi.
1. Xangô Camuca 
2. Cabiesilê!
3. Alanã tooro can ayê Alanã tooro corun,
4. Bi Xangô Camuca uô Ilê Caô Cabiesilê, emo ló
5. O uô egun
6. Camuca unbe nilê ua o

1. Saúdo Xangô Camuca
2. Sua majestade!
3. Que cria caminho da terra para o céu
4. Se Xangô Camuca entrar na casa, o perigo vai embora
5. Ele cuida dos ancestrais
6. Camuca está na nossa casa

ORIGEM DO FEIRADO DE FINADOS
Para muitos o Finados é uma data católica, no entanto, seria interessante saber que a data não teve origem na religião Cristã. Saiba mais sobre a origem;

“A data é inspirada em diversas tradições da Antiguidade. "A relação com quem morreu está presente em quase todas as culturas antigas. O cristianismo herdou esse costume principalmente do judaísmo", [...] A rápida expansão do costume está ligada à proximidade do ano 1000 quando se pensava que o mundo acabaria. Era preciso rezar para as almas saírem do purgatório antes disso. A partir do século 15, o feriado se espalhou pelo mundo. Em alguns lugares, o costume foi fundido à cultura local. No México, por exemplo, todo ano é realizado o festival do Dia dos Mortos, que une a celebração católica a antigos rituais astecas”. (Fonte: Maria Carolina)



Sugestão para este dia



Bibliografia
CRISTIANINI, Maria Carolina, Por que 2 de novembro é Finados?

Wolff, Erick, A Entronização do Aláààfin e sua conservação na Kànbína, p. 06, Revista Olorun n° 18, Julho 2014

http://olorun.com.br/site1/?view=magazine_more&id=18&b=1

Créditos das imagens ignorada; à saber

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Comemoração do Ano Novo segundo Ifá em duas versoes


Coletamos o registro de duas comemorações no culto Orunmilaista, um em Oke Igeti e outro em Oke Itase, que celebram em datas diferentes, ao qual cada Ifá, anunciam Odù diferente para cada uma.

Confira;


ODUN IFA OKE IGETI 03 JUNHO 2015
O Odù do ano yorùbá revelado pelo Conselho de Ifá no dia de 03/06/2015, é:
Ògúndá maa sa = Ògúndá ‘Òsá.

Cabe lembrar a todos que este é um jogo que traz direções e sugestões comportamentais para o MUNDO, não fala-nos diretamente enquanto indivíduo. Nossas recomendações foram dadas no jogo individual que cada um deve ter feito no início do ano.

As observações do Odù, traduzidas por este Bàbálawo demonstram a preocupação de Ifá (A voz de Òlódùmarè) em colocar o mundo em seu eixo natural.

Não sejamos idiotas/hipócritas em pensar que não fazemos parte deste jogo, deste cabo de guerra mundial, onde temos que lutar bravamente dia a dia, desviar de inimigos e forças negativas, uma hora cedendo, em outras acordando, porém de alguma forma tentando evoluir, tentando ser um ser humano melhor (atividade fim de nossa existência), compartilhando experiências, tentando ajudar de alguma forma.

Nada conseguiremos, em termos evolutivos se não abandonarmos a ilusão 'sincera' de que somos bonzinhos, que somos pessoas legais, que estamos neste mundo sem prejudicar nosso semelhante (isto é pura obrigação).

Devemos ajudar de forma concreta, devemos orar com determinação por nós e pelos nossos semelhantes. Ter uma atividade que nos traga a recompensa que encherá o nosso espírito de paz.

Eu espero que as energias do Cosmos conspirem a favor da humanidade, que os Espíritos Negativos não encontrem guarida no interior do ser humano. Que sejamos mais justos, fraternos, preocupados e solidários com aqueles desprovidos de qualquer tipo de benesses, amparo material e espiritual.

A luz, condutora de todas as energias positivas do Universo, seja testemunha e portadora destes presentes que enviaremos aos desafortunados, o Vento que viaja de um lado ao outro do mundo, dê velocidade as nossas vibrações e multiplicação das boas atitudes.

Que a magia que envolve o ser humano seja o upgrade, a vitamina que irá turbinar este novo ciclo que se inicia.

Sejamos mais justos.
Sejamos mais honestos.
Sejamos mais solidários.
Sejamos mais respeitosos.

As divindades apoiarão as pessoas que agem desta forma.
Que o poder do Ferro e o poder da Transformação estejam em suas atitudes.

Epá Odù. Epá Òrìșà.
Aboru, Aboye Oluwo Ifarunola Adesanya.
Erinlè ki nba se o.
Odé Gbafaomi.

Ògúndá’sá o Odù do ano 2015-2016 Oke Igeti.
Awo Fagbami Nougbodekon
Ògúndá Òsá em Ire Aiku traz o significado de vitória sobre os inimigos internos através de transformação.

Mudança é a palavra-chave.

Ifá está dizendo a cada um de seus filhos que eles devem se centrar sobre seus / suas fraquezas, a fim de percorrer o caminho de Iwa Pele (bom caráter). Indiretamente Ifá lembra-nos o nosso mundo tem a possibilidade de ser salvo (Ifá irá consertar esse mundo quebrado) através do desenvolvimento de Iwa Pele. Ifá chama todos os Ori (neste caso o indivíduo) lembrando que cada Ori deve contribuir para a cura através do progresso de Iwa Pele. Ifá diz também que o equilíbrio entre as energias masculinas e femininas é a chave para se obter sucesso. Em poucas palavras Ifá está chamando seu povo para a união e partilha, para o equilíbrio e esforço comum para criar ire (sorte / coisas boas) e lutar contra a atuação e prevalência dos Espíritos Negativos.

Ase ati ire gbogbo (um pedido para todas as coisas boas da vida).

Embaixo da camada deste Odù, veremos um ciclo sendo concluído a partir de um passado evolutivo que era rico em conflitos, perturbações e comportamento antiético. Estes são os inimigos internos que devem ser combatidos para que haja evolução.

Quando alguém está considerando ire Aiku (vida longa), este Odù também fala, a título pessoal, de urologia e doenças genitais que podem ser tratadas com sucesso, possivelmente se recorrendo a cirurgias. Indiretamente Ifá introduz Espíritos Negativos com o conceito da doença que pode levar à morte (não seja promíscuo). Obviamente este é um grande conceito que se refere não só a problemas físicos, mas, especialmente a perturbação espiritual, em uma base pessoal, como geral. Então, Ifá está usando uma abordagem metafórica quando introduz o conceito de solução 'cirúrgica'. Na verdade ele se refere a necessidade de uma abordagem centrada onde se define que ele / ela é inimiga da abordagem (em termos comportamentais, psicológicos e espirituais) e devem erradicá-las.
Este Odù em ire Aiku (vida longa) exige sacrifício (cuja definição ritualística virá do Ese a ser cantado). O ewo (tabu) especifico está ligado a violência e agressividade. Ifá está chamando toda a humanidade a sacrificar, em termos de renúncia, as guerras e conflitos a fim de que possamos obter um equilíbrio melhor e evitar mortes. A morte neste caso, não será causada por Òrìșà, mas, por Espíritos Negativos que estão andando livremente sobre a terra. Por implicação, Ifá considera critica a evolução espiritual que aflige os seres humanos e indica uma forma melhor de melhorar.

De um ponto de vista sensiotic, este Odù exprime a atividade do lóbulo temporal direito, em relação ao occipital parietal esquerdo. Significa que Ifá indica uma espécie de desarranjo epileptoide (quando as coisas saem de controle e há uma bagunça social incontrolável) do comportamento humano em relação a guerra e a agressividade que traz a morte através dos ventos quentes da destruição e aniquilação rápida.

Ifá diz que existe um perigo de uma guerra vasta e em larga escala que pode envolver o mundo inteiro, onde a crise para ser evitada pode ser apoiada através do sacrifício. Povo de Ifá devem recolher sugestões ritualísticas e pratica-las em um nível global a fim de ajudar a humanidade a derrotar este inimigo. De um ponto de vista puramente sensorial, Ifá nos lembra da importância da visualização, em particular a visualização elaborada que vem da intervenção inicial da epífise. Isto significa que a intuição visual profunda será solicitada a todo tempo, em particular o contato com visualizações de ancestrais a fim de elaborar uma imagem positiva e de sucesso.

Os antepassados estão tocando nossas peles com insistência tátil, a fim de provocar dentro de nós imagens de sua experiência e tentar transformar em imagens sugestivas e concretas. Em uma base pessoal deve-se ficar em contato com as mensagens visuais ancestrais que sairão de forma inconsciente e profunda. De uma maneira geral, há uma implicação profunda que indica a África como fonte de cada vitória.

Por implicação Ifá recomenda aos nossos salvadores procurar uma solução dentro das profundezas de sabedoria ancestral de Eégúngún.
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ODUN IFA OKE ITASE 06 JUNHO 2015

A revelação do Odù para o ano 2015-2016 em Oke-Itase, Nigéria, trouxe-nos o
Odù Òfún'sá.

O relato nos é dado por Chefe FAMA, que os recebeu do Babalawo Ifagbemi, um dos encarregados de ler este signo.

Veremos abaixo em outra postagem a revelação de outro Odù, mas, não se deve menosprezar nem um dos dois. São mensagens importantes, que devem ser analisadas pela ótica mundial e não apenas no individual. Como diziam os mais velhos, conselho nunca é demais.

Cabe lembrar a importância deste Odù para nós, pois, aqui está revelado nosso mestre Raio de Sol.

O livro, O Sagrado Oráculo de Ifá, nos dá uma visão mais aguçada da importância deste Odù em nossas vidas, sua mensagem está centrada no caráter, nas boas ações do ser humano e na pureza dos sentimentos. Acredito piamente que nosso Obaala Oluwo Ifanuola Adesanya, seja a pessoa mais indicada para tirar duvidas e esmiuçar, como poucos sabem, a sabedoria deste Odù.

Portanto quem estiver interessado na leitura do Odù podem buscar as informações no referido livro e ao pés de nosso sacerdote.

As mensagens que nos chegam da Nigéria sobre Òfún'sá são essas:
Òfún’sá, por Babalawo Ifagbemi

Transcrito de Iyalaje Fama
https://www.facebook.com/iyalaje.fama?fref=ts

Tradução: Odé Gbafaomi
Ifá ti a da ni Oke-Itafe fun odun Ifá Àgbaiyé ti odun yi nise, Òfún sawo (Òfún oun Òsá) ti aláyè re si lo bayi.
Odù Ifá Òfún Òsá é o Odù que foi revelado.
Mensagens do Odù de acordo com Babalawo Ifagbemi são as seguintes:
1. Ifá disse: Ire Aiku (vida longa) com a recomendação de um ebo.
2. Ifá recomenda que os templos e grupos devem apaziguar e adorar Ifá e o Òrìșà com sinceridade para o sucesso geral dos empreendimentos. Também que as pessoas devem estar perto de seu Òrìșà.
3. Ifá recomenda ebo para as mulheres que sofrem abortos espontâneos. Recomenda-se que os Áwo do sexo feminino que tem condições devem propiciar Osun e Ifá regularmente. Também é importante para tais Áwo dar respeito total ou aos èèwò (tabu / s). Mais ainda, os èèwò dos templos ou dos grupos.
4. Ifá recomenda cuidado evitar perder o seu ase pessoal, principalmente as pessoas perversas. Ifá diz que ao identificar as pessoas perversas vai haver tal perda e também que você pode ter perdas e consequências ridículas. Acima de tudo, Ifá recomenda a unidade entre os Awo Ifá e também adverte contra a traição.
5. Se aconselha os pais que tem cinco filhos ou que seja irmão de cinco para fazer ebo contra ikú. Essa família deve evitar discussões e brigas.
6. Ifá recomenda que todos os Áwo devem ser piedosos em suas ações e feitos este ano.

Ifá recomenda que a concessão de títulos honoríficos e chefias devem ser reduzidos, a fim de preservar a antiga honra e o respeito das habilidades das antigas instituições e sua prática antiga. Ifá recomenda a autossuficiência porque confiar em outras pessoas vão causar um sério revés com esses povos, eles não são dignos de qualquer pingo de sinceridade ou confiança. Ifá diz que tais pessoas vão realmente causar mais problemas do que ajuda.
7. Se recomenda que questões monetárias devem ser cuidadosamente e diligentemente tratadas para prevenir possíveis rompimentos que podem derivar daí.
8. Ifá recomenda que um ebo deve ser feito para aqueles que possam estar tendo pesadelos. Ebo também é recomendado contra a doença. Inaki (um animal) é parte do ebo para esta mensagem específica. Rogações também são recomendadas. Ebo também é recomendada para Osun. Ifá recomenda que Ogun deve ser apaziguado regularmente este ano; e, que Ifá deve ser consultado para orientação sobre o que oferecer a Ogun de forma apropriada.
9. Ifá recomenda ebo para Ọlọkún e também para Olọla (o oceano e o mar) para a bênção de Ajè (conforto financeiro). Ifá quer para os Áwo abundante ire ajè este ano, de acordo com Babalawo Ifagbemi

10. Ifá adverte contra cabeça quente.
Aboru aboye.
Chefe FAMA
Mais uma vez os meus agradecimentos ao Babalawo Ifagbemi por compartilhar estas mensagens comigo, bem como com o mundo.

Possa Ifá abençoar a todos nós este ano, ase.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

A RELIGIÃO IORUBA E O DETENTOR DA FILOSOFIA

Baba Erick Oxalá
13/05/2015

A religião Ioruba, de tradição oral, é formada por vários cultos independentes. Cada qual possui sua própria forma de ser, sua própria classe sacerdotal.

  Os babalorixás detêm a filosofia e a liturgia do Orixá.
  O babalaô detêm a filosofia e a liturgia de Orúnmila.
  Os Ojé detêm a filosofia e a liturgia de Egungun.

Não há supremacia de um sobre o outro. Cada qual é supremo "apenas" dentro do culto que professa. Nenhum está subordinado ou ao comando de outro.

Entretanto, com o recente advento do culto de Orúnmila no Brasil, alguns babalorixás iniciaram-se também neste culto, alguns praticando as duas formas, o Orixaísmo, e o Orunmilaísmo, e outros abandonaram completamente o Orixaísmo.

Nada errado nisso, pois o Estado é laico e culto é livre.

A questão é que, enquanto na Iorubalândia os cultos são independentes, aqui no Brasil está acontecendo uma espécie de colonização Orunmilaísta alimentada pela sede de poder, não dos Iorubás, mas dos próprios brasileiros, que querem tomar para si o controle da filosofia das religiões afro-brasileiras.

Claro que há honrosas exceções de alguns poucos babalaôs, que sabe respeitar nossas tradições.


Direito de resposta;
Asa Orisa Alaafin Oyo

Bom dia gostaria de comentar, não podemos alterar a filosofia litúrgica da religião Yoruba, mas infelizmente e o k estão a tentar fazer e não entendo a razão. 


A religião Yoruba não se divide em olorisa e babalawo de orunmila, isso nunca existio. Orunmila e um orisa como todos os outros. Os sacerdotes de Orunmila são olorisas como todos os outros. 

Babalawo significa o pai do segredo e esta expressão e usada para todos os sacerdotes k tem a sabedoria de adivinhação, como baba awo sango, osun, obatala, Orunmila, etc. 

Depois Odu não são divindades de criação, as divindades de criação são os irunmoles e eledumare. Orisa existe sim sem Odu, temos por exemplo o povo de Ogun que não tem Odu na sua iniciação porque o seu método de adivinhação e feito através do Obi, assim como os olojes, esu e elegbe. 

Todos estes novos conceitos não são verdadeiros e infelizmente estão a estragar o nome e a liturgia de Orunmila. Ifa e a mensagem de Eledumare k e dada através do Obi, orogbo, buzios, ikin e opele. Ifa pertence a todos os sacerdotes não exclusivamente a Orunmila.

Vamos entender e falar a verdade da filosofia e liturgia da religião Yoruba. Se assim fosse como se explica de que a 1 arte de adivinhação são os buzios e não o ikin e opele? a 1 forma de contato k eledumare teve com os irunmole quando vieram para o aye e com os seres humanos foram os buzios, foi o 1 IFA. Porque razão estão a invertir todo o prosesso de criação, filosofia e liturgia da religião? TODOS SÃO OLORISAS< BABALAWO NÃO E UM TITULO, mas sim todos os Olorisas k dominam a adivinhação são baba awos pai do segredo
.


Ainda, é preciso destacar que Òsun, recebe de Obatalá o Eérìndílógún, indicado por Asa Orisa Alaafin Oyo;


NEWSLETTER MAY 2015



Tradução




Àsà Òrìsà /06 Òyó Maio 2015 / 2
Edição Quinzenal



O boletim de hoje ABRE com um campo de Notícias com uma notificação, incluindo um Novo Verso de Odù Eérìndílógún (16 búzios) e seção Notas Culturais que podem ser de interesse!



Notícias


A Comissão Executiva da Associação Àsà Òrìsà Aláààfin de Òyó notifica todos os seguidores interessados neste Boletim Informativo de que a edição deste será mensal a partir de junho.
 
Verso Novo


Òsun aprende a adivinhação de Eérìndílógún
(16 búzios) de Òrìsà Nlá
Com base nos versos do Òfún Odù, Òrìsà Nlá ensina Osun o Eérìndílógún depois de todos os Ìrúnmolè chegaram do céu.
Breve história de Odù Òfún:
Òfún Saa Lefun
Òfún Saa Losun
Òfún Saa ni moriwo ope
Yeeyeye
Òsun
Awura Olu consulta o oráculo
Ela foi autorização a Obaala
Depois de todos os Ìrúnmolè chegarem a terra
Òsun é a primeira mulher entre eles
Mas ela não sabia nada
As pessoas visitavam na para adivinhação
Mas ela não sabia como para consultar
Então, ela decidiu ir e ver Òrìsà Nlá
Òrìsà Nlá deu-lhe o Eérìndílógún (16 búzios) e o Ide (pulseira)
E ensinou-a a usá-lo


Chefe Sangodina Agbolori, Òyó, estado de Òyó, Nigéria
Notas Culturais
Uma pequena citação do Canto (Oriki) de Òsun


Obaala me deu conhecimento
Usei-o para me alimentar
Obaala me deu a pulseira
Para meu orgulho
Ele também me deu os 16 búzios juntamente com ela.

Fonte - (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1473984109559399&set=pcb.1473989186225558&type=1&theater) 
Asa Orisa Alaafin Oyo



 



Resposta coletada do Facebook, em dialogo aberto conceituando o tema.


Esta questão que os itan falam do nascimento dos Orixás através de alguns odus, não tenho conhecimento disso. Coloquei a questão a 3 pessoas em Oyo para me responderem e assim, certificar-me. As pessoas questionadas foram:

Aare Isese que é seguidor de Orunmila e titulado pelo Alaafin,
O Elegun Sango
O sacerdote Aaje de Obatala

Todos me deram a seguinte informação:

Nenhum Orisa “nasceu” através de odu. Existem odus específicos que falam sobre Orixás específicos,  e é habito dizer que “o odu pertence a certo Orisa”. Por exemplo: o Eerindilogun Ejilasebora fala de Sango e pertence a Sango, assim como Okaranmeji pertence a Sango nos Ikin Orunmila.

Dentro do conhecimento deles, isso [que Orisa nasce de odu] não é verdade. Mas por favor, caso tenham conhecimento de algum odu, onde o itan fala que “nasceu” certo Orisa, estamos dispostos a aprender.


Aqui no Brasil, há um conceito crescente, afirmando que o sacerdote de Orisa, não pode fazer Orisa, sem que um Babalaô esteja presente.

Partindo deste conceito, invalidam as feituras e iniciações as quais não tiverem presente, ou seja, o culto a orixá sem um Babalao, não existe.

Por não participar deste conceito e não concordar que eu procurei explicar no texto.


Saudações.

Reproduzirei aqui um parte da conversa que tive faz alguns meses, com o Babalaô Marcos Arino, em sua página <http://blog.orunmila-ifa.com.br> o qual respeito pela sua lucidez, clareza e firmeza com que expõe seus pensamentos.

Segue o diálogo:

“Já tive discussões enormes por causa disso, pois a palavra "nascer", neste contexto, além de equivocada, está muito mal empregada. O único objetivo deste pseudo conceito é subjugar as religiões afro-brasileiras, algo que não podemos admitir de forma alguma.

[...]

Enquanto os babalaôs quiserem fazer valer o pseudo conceito absolutista, totalitarista e ditador que "o orixá nasce do odu" ou, "odu é quem dá nascimento a orixá" ou, "não existe orixá sem odu", ficará difícil tal interação, pois se tratará apenas de uma aproximação para subjugar, controlar e dominar.

Um exemplo disso é o Batuque (RS) onde não existe odu-ifá, não tem, nunca teve, e nunca terá, pois tem oráculo próprio baseado nos Orixás, e não nos odu. Os Orixás no Batuque existem vivos e fortes, sem que nunca fosse preciso tirar um odu, seja de Ifá ou de búzios.”



Babalaô Marcos Arino:

“Luiz, fui de Candomblé e sou de Ifá. Estudei Ifá por longos anos, muitos mesmo [...] Essa palhaçada que eles falam que orixá nasce em Odu querendo se colocar acima ou conhecedores é apenas farofa [...] Temos culto de orixá ha dezenas de anos. Orixá aqui sempre nasceu sem isso.”
[...]


Caro Luiz L. Marins, antes de mais nada saiba que sou um admirador do seu trabalho. Quanto ao Marcos Arino, conheço pessoalmente e sem dúvida, é um grande estudioso e sacerdote.

Contudo, permita - me discordar:

Se assim fosse, na Umbanda também existem orisàs como se tem noticias na África. O batuque tem força sim, mas a questão do nascimento dos orisàs não é tão fácil quanto gostaríamos que fosse.

Caro Daniel, vou repetir o que eu ouvi de um filho, sacerdote de Ifá, que procurou o Batuque para se iniciar, por que na família dele, Ifá não dá pleno poderes, é há diferença entre “dar um ojubó de Orixá através de odu” e “fazer uma iniciação em Orixá”.

E ele ainda fala que quando determinada divindade emerge Olôdumare, este momento é registrado, que os odu são somente registros de acontecimentos, que podem ser acessados conforme a necessidade, diferente de Orixa, que estão vivos, individualizados e conscientes.

E realmente o Batuque não usa e nem nunca usou Odu em seu jogo, e rituais, por que temos oraculo voltado para o culto a Orixá, e nossos rituais são presididos ou testemunhados pelas divindades, que nos sancionam ou corrigem qualquer coisa que estamos fazendo.



Bem, até onde pude alcançar, no Batuque os Orixás só são feitos pelas mãos dos Babalaôs. Ainda vou escrever sobre isto.


Alguns batuqueiros usam a palavra "babalaô" como expressão idiomática para referir-se ao babalorixá, e não ao babalaô do culto de Ifa-Orunmila.



Hendrix Silveira, sobre o conceito de Babalaô, não estamos nos referindo ao sacerdote de Orixá, nem aos iniciados em Oxalá Orunmilaia, no Batuque, mas aos sacerdotes de Ifa-Orunmila





Ficando bom... Queria ver opiniões dos babalaôs gaúchos. Escrevem ao vento, este é o momento, gosto muito deste tema. Tenho pavor desta pseudo supremacia idiota.


Voltando ao estudo do uso do verbo “nascer” utilizado nas expressões “orixá nasce de odu ... tal odu da nascimento a tal orixá”, entendemos que o significado desta expressão é “está registrado em tal odu … tal odu registra que”, e não que odu-ifá seja uma divindade criadora, que tenha criado os Orixás.

Comparando com nossa vida social, os odu-ifá seriam os livros de registro de nascimento dos cartórios civis. Todo recém-nascido para existir socialmente como pessoa precisa ter um registro de nascimento. Sem isso, a pessoa não existe.

Assim, a pessoa "nasce" a partir daquele livro de registro, ou o livro de registro "deu nascimento" à aquela pessoa. Neste exemplo, o verbo "nascer" aí é meramente figurativo para os fins sociais a que se destina.

A pessoa propriamente dita já havia nascido de fato de sua mãe biológica. A pessoa não nasce do livro do cartório, e nem é este que dá nascimento à pessoa.

No link a seguir vemos o uso do verbo "nascer" para diversos elementos, e não apenas para orixá <http://www.ifayemi.com.br/itadogun.php> (ao abrir a página, digite control+F, e na janela de pesquisa que abrir, digite a palavra ..nasce.. tecle enter para navegar entre as várias entradas.)

[obs. não se trata de nenhuma crítica ao site citado, que aqui aparece apenas como referencia].

O que ocorre com estas expressões, a meu ver, é uma inversão de seu sentido verdadeiro, que está sendo utilizado oportunamente por sacerdotes para arrebanhar seguidores e controlar, filosoficamente e teologicamente, as religiões afro-brasileiras.

Concluindo: Não, orixá não “nasce” de odu ... isto é uma inversão de conceito, não troquem seus Orixás por filosofias utópicas.


Concordo plenamente e complemento: odu, como signo de peixes, que foi época de março que eu nasci... Registra uma época, período, etc.


Bom, confirmando o conceito de que Orixá “não” nasce de Odu, o Batuque é o melhor exemplo que, sem usar Odu em seus rituais, ministra iniciações e rituais perfeitamente, e seus ebós são feitos adequadamente sem necessidade de odu.


Também corroborando nosso pensamento que, em odu-ifá, o significado de “nascer” é “registrar”, vemos no site Ifanilorun <http://ifanilorun.com.br/?page_id=1656> um itan onde está registrado o "nascimento", do opon, e do irofa.  O articulista conclui: “...Desta forma nasceu o Opon Ifá, o Irofá, ferramentas religiosas dos sacerdotes de Ifá.”

[obs. não se trata de nenhuma crítica ao site citado, que aqui aparece apenas como referencia].

Então é isso...finished.