sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os direitos humanos é um Titanic pronto para afundar no Brasil


Por Erick Wolff8
25/05/2012

Durante 17 anos, o congresso discutiu a união entre pessoas do mesmo sexo. E tentando tapar o sol com a peneira, mais uma vez este congresso não fez nada, nesta quinta-feira, 24 de maio,  ele enrolou e caiu no dedo do pé, pois a lei disfarça a falta de preocupação da Comissão dos Direitos Humanos, que segundo esta lei, não haverá mudança alguma, pois existe um Pitt bull, chamado Comissão de Constituição e Justiça, que diante dos senadores preconceituosos e fanáticos, sendo a maioria, lutam contra os direitos homoafetivos, sem ao menos entender a necessidade da causa. Depois disso, deverá seguir para a Câmara, que ali sim a bancada evangélica, ou melhor, falando a totalidade Cristã, irá lutar de unhas e dentes contra.

Mas porque articular tanto entre o atraso e a necessidade?

Simplesmente porque, os direitos dos casais do mesmo sexo de poderem construir uma vida e principalmente adquirir bens nunca foram respeitados, que no caso de falecimento de um dos dois, simplesmente a família do falecido se apossa de tudo, deixando o outro sem direito algum, resumindo o drama, deixa o outro sem nada...

Atualmente a lei chegou até o estúpido entendimento que o individuo compete com os herdeiros, diferente dos casais heteros onde o individuo é meeiro, então porque a lei ignora a união entre pessoas do mesmo sexo? Sendo que o INSS e a Receita Federal já os reconhece?

Esta é a intolerância e o medo dos nossos  políticos de votarem a favor e  perderem os eleitores mais fanáticos que lutam contra os direitos dos homoafetivos de constituir  família e viver dignamente.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quem é Exu? (parte 2)

Exú por  Alessandro Coi
Segunda parte

Nos anos (18)40 e (18)50 foi constante a referência, nas páginas dos jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, de reuniões de pretos (nomes dos negros de então), com finalidade aparente de praticar a religião. Tais reuniões, quando descobertas ou denunciadas, eram dissolvidas a pata de cavalo ou a golpe de bastões policiais, sendo seus praticantes recolhidos presos, quando não logravam fugir.

A partir dos anos (18)50, é nítida a separação de semelhantes “pagodes”, sempre destruídos, em duas famílias, o Candombe ou Candomblé e a Macumba ou Imbanda. Aparece, portanto, pela primeira vez (1853) a Nbandla bantu como ramo independente das religiões ou “cultos” afro-brasileiros.

Quanto ao nome de “pagodes”, eram dados por deboche pelas autoridades policiais, em virtude do caráter enfeitado e complicado dos rituais e dos instrumentos de culto ali evidenciados. Os objetos eram recolhidos ou ali mesmos destruídos.

A Nbandla foi assim uma ideologia social de importância nas condições do século XIX, em função do grande número de componentes dos povos Bantu, que na realidade sócio-cultural de então conformavam as populações locais brasileiras. No que se refere às aproximações com outras religiões, a destruição massiva dos elementos de culto e dos rituais eliminou a possibilidade de uma reconstituição dos caminhos culturais percorridos.

No entorno da Guerra do Paraguai (1860-1880), a `Nbandla sofreu forte impacto do Kardecismo, recém-implantado no Brasil e muito forte então no corpo de oficiais do exército e da marinha. A `Nbandla, sendo já à época conhecida como Umbanda (corruptela gerada pela pronúncia), no Rio de Janeiro tinha mesmo acesso às igrejas católicas onde concentravam as tropas que eram enviadas para o “front” paraguaio. Era então nítida a associação das cores das nações africanas, na escolha dos santos católicos que deviam favorecer os iniciados ou adotados pela Umbanda.

Os cânticos (ou “pontos”) expressam assim uma parte congelada das relações religiosas inter-étnicas, que necessitariam para ser corretamente datados de – ao menos uma preservação de amostras da estatuária sagrada ao longo das gerações. Dessa, ainda hoje – o pouco que resta se encontra nas mãos da polícia. Por isso, torna-se muito difícil chegar à definição dos lugares específicos das identidades religiosas (*dai o distânciamento dos Jinkisi, e conseqüente absorção dos Orixás no culto, mais conservado pela maior visibilidade de alguns terreiros com raízes Yorubas), com uma teoria adequada do papel das identidades eventualmente duplas ou triplas, nas fases históricas precedentes (da época contemporânea). A multiplicidade de papéis a desempenhar que se gera naturalmente numa sociedade em urbanização devia requerer oportunidades também múltiplas de transformação religiosa nos contextos étnico-sociais de então (*Nagotização).

No culto Bantu, a tenda pode atender coletiva ou individualmente. Os dias de atendimento eram coletivos geralmente às segundas e às sextas, sendo os demais dias – todos ou parte deles – dedicados a atendimentos individuais e à “prática da caridade”.


 Mas e Exú? Se perdeu em alguma encruzilhada?

Claro que não, como Senhor dos Caminhos estava abrindo as portas da religião para o novo que surgia com o advento da abolição da escravatura e da nova situação do Brasil, que deixaria de ser mera propriedade de Portugal, assim como os escravos de seus senhores, e passaria, a ser uma nação independente que construiria a partir de então, identidade própria..

O atendimento coletivo substituía a antiga roda comum de delírio das aldeias Bantu na África (Ku Yinga). Ali podia-se entoar cânticos reelaborados para expressar a nova coletividade, evidentemente híbrida, de parentela e consangüinidade desconhecidas. Os antepassados eram invocados de acordo com uma nova terminologia mais abrangente,produzida pelos sacerdotes para cobrir um arco mais abstrato de relações com os fiéis. Nesse sentido, pode-se observar um deslocamento do outro mundo próximo para o outro mundo distante. A necessidade de generalizar as relações de parentesco para todos os Bantu e não-Bantu agora (então) desaldeiados levou à mitologia das Sete Linhas, cujas cores incorporam diferentes culturas e escolhas africanas. Constituiu-se assim nova hierarquia geopolítica da vida espiritual, para corresponder aos movimentos populacionais devidos à guerra, ao recuo da escravidão e ao avanço urbanizador.


Bibliografia
África, mitos y leyendas - Alice Webner
Traduzido por Mametu Ndenge Mutarerê

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Câmara Municipal de São Vicente não aprova a colocação da Imagem de Iemanjá na Praia.

Muitas vezes eu vejo Umbandistas e Candomblecistas  brigando para retirada dos símbolos cristãos nas assembléias etc... Infelizmente não é possível retirar, pois os  símbolos foram tomados com o prédio, desta  forma faz parte do patrimônio, ou seja, não é possível retirar, infelizmente terá que manter para sempre...

E em São Vicente, existe uma polêmica, a cidade recebeu como doação uma imagem de Mãe Iemanjá, no entanto, o estado é laico e ao colocar esta imagem na praia irá causar transtorno, pois o que as pessoas não entendem que da mesma forma que uma imagem pode se tornar um ponto turístico, ou local para comemorações pode vir a criar problema com as demais religiões que não podem colocar seus símbolos em qualquer lugar.

Então diante de tantas questões, como é que o povo Umbandista quer construir seus direitos, mediante a imposição de um símbolo, e se não aceitam as leis impostas para todos?

Uma imagem como esta não irá trazer nada favorável, nem mesmo oferecerá espaço e segurança para os adeptos  praticarem seu culto. Por isso seria muito melhor se a comunidade comprasse um trecho numa praia particular para poder fundamentar a  sua estátua e aproveitar para comemorar  seus eventos ao redor,  apesar que Yemanja não é a senhora dos mares, sendo até melhor à beira de um rio, afinal ela é senhora de um rio na África. O mar pertence a  Olokun o senhor dos oceanos.

Câmara Municipal de São Vicente
http://www.camarasaovicente.sp.gov.br/

quarta-feira, 16 de maio de 2012

ÁFRICA HOJE

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 29 de maio a 10 de junho de 2012, o projeto “África Hoje”, primeira mostra exclusiva e internacional de documentários africanos realizada no Brasil. Ao todo, 24 filmes serão exibidos em sessões únicas. O evento tem curadoria do moçambicano Pedro Pimenta, organizador do Dockanema, principal festival internacional de documentários na África, e da cineasta Luciana Hees. A organização é do cineasta Marco Abujamra e da produtora Mariana Marinho.

A mostra contará também com a realização de debates conduzidos por Marco Abujamra, Luciana Hees e o doutor em Cinema e Estética, também especialista em cinema africano, Mahomede Bamba. Esse encontro acontece no dia 1º de junho, às 19h45min.


“África Hoje” pretende oferecer um vasto panorama da produção africana contemporânea de documentários, realizados por cineastas de diversas nacionalidades (França, Egito, Espanha, Inglaterra, EUA e outros). Os filmes tratam de questões prementes do continente, que em muitos aspectos dialogam com a realidade brasileira, além de oferecer uma vasta reflexão sobre a diversidade da condição humana. “O documentário africano reflete essa diversidade e paradoxo de forma honesta. O olhar sobre as realidades do continente por parte dos documentaristas proporciona a possibilidade de enxergamos, sem demagogia fácil, a complexidade de um continente que muitos já apontam como sendo o continente do século XXI”, afirma o curador Pedro Pimenta.

São abordadas questões como a convivência entre brancos e negros numa piscina pública, na África do Sul pós-apartheid (Dias de Sea-Point, de François Verster), e o decreto do governo para combater o banditismo, que gerou uma onda de mortes da população de Douala, na República dos Camarões (Um Assunto de Pretos, de Oswalde Lewat-Hallade). Os documentários incluem ainda reflexões sobre a condição da mulher africana, segregação social, relações internacionais, seqüelas e subprodutos das guerras, novas gerações e o futuro do continente.

A programação oferece uma ampla amostragem do que de melhor foi produzido nos últimos anos, com a escolha de filmes que abordam temas e situações emblemáticas de diversos países. “África Hoje vem como uma possibilidade de trazer os múltiplos universos africanos, pouco ou mal conhecidos, que estão do outro lado do Oceano Atlântico, num lugar romanticamente chamado pelos brasileiros de Mãe-África”, comenta a curadora Luciana Hees.


Confira a programação detalhada e informações sobre os filmes: http://mostraafricahoje.blogspot.com.br/


São Paulo    Sessão 16h    Min.    Sessão 17h30min    Min.    Sessão 19h     Min.
Dia 29    Dolce Vita    59    Nomads Home    61    Dias de Sea Point    96
Dia 30    Khanimambo Moçambique    54    Congo in Four Acts    71    Sister in Law    104
Dia 31    Egito, estamos vigiando você    53    The Witches of Gambaga    60    Kinshasa Symphony    95
Dia 1    Marrabentando    52    Dolce Vita    59    Andar é dançar    40
Dia 2    Behind the Rainbow    138    Não haverá sessão nesse dia    Dansa Als Esperits    78
Dia 4    Nem allah, nem mestre    75    Egito, estamos vigiando você    53    A Milícia de Camarões    90
Dia 5    Nomads Home    61    Dansa Als Esperits    78    Congo em quatro atos    71
Dia 6    Cartas de Angola         Walking is dancing    40    As bruxas de Gambaga    60
Dia 7    Batuque    52    Subverses    45    Angano... Angano... Tales from Madagascar    65
Dia 8    Fronteira de Amor de Ódio    33    Marrabentando    52    Oxalá Cresçam Pitangas    60
Dia 9    Subverses    45    Khanimambo Moçambique    54    Mahaleo    102
Dia 10    Outras Frases    52    Batuque    52    As duas faces da guerra    52

Ficha Técnica

Curadoria: Pedro Pimenta e Luciana Hees
Concepção e produção executiva: Marco Abujamra e Mariana Marinho
Coordenação de produção: Mariana Marinho
Produção: Flávia Naliato
Assistente de produção: Lucas Iozzi
Produção local SP: Alex Andrade
Design gráfico: Clarice Soter e Eneida Déchery
Revisão e adaptação de textos: Laura Figueira
Tradução de textos: Cynthia Soibelman e Bem Produções
Tradução e legendagem eletrônica: 4 Estações
Produção gráfica: Sidnei Balbino
Realização: Dona Rosa Produções Artísticas


SERVIÇO:
Mostra de filmes ÁFRICA HOJE
Datas: de 29 de maio a 10 de junho de 2012
Horário: de terça-feira a domingo, às 16h, 17h30min e 19h
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111
Entrada: franca (os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência)
Capacidade: 50 lugares
Duração: vide a programação
Classificação etária: 12 anos
Informações - Tel: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
(fonte assessoria)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Facebook o sucesso de um sistema tirano.

 Por Erick Wolff14/05/2012


O Facebook sem dúvida é atualmente a maior página de relacionamento na internet, destronando o Orkut e assumindo o lugar do mesmo numa onda de tecnológica sem igual.

Porém ao mesmo tempo em que oferece informação e espaço para o internauta, o Facebook cria armadilhas, sua maior arma está no sistema de adicionar e bloquear perfiz, simplesmente por que seu princípio oferece ao internauta uma oportunidade de achar amigos, porem é uma cilada que a maioria cai e depois fica dias bloqueados, sem poder adicionar nem mandar mensagens para quem não conhece, mas por que oferecer algo ao qual irá prejudicar o próprio internauta?
Para que o internauta possa entender o que ocorre, sem que ele precise pensar muito, o Facebook possui um firewall, ou seja, um sistema AntiSpam potente que bloqueia as várias formas de Spam, entre elas as solicitações de amizade indesejáveis, o que nem sempre são indesejáveis, afinal conhecemos muitos internautas e fazemos amizades constante, sem falar que o próprio Facebook é uma página de relacionamentos, para que possamos fazer novas amizades...

No entanto o erro não está em buscar amizades, mas na forma descontrolada de adicionar novos amigos, que a maioria dos internautas se empolga e começa a adicionar sem critérios, baseado neste abuso o Facebook criou um travamento no perfil do internauta, que irá impedir que o mesmo promova certos abusos.

Porem ao mesmo tempo em que o Facebook criou um sistema de busca para novas amizades, que funciona diretamente na sua lista do Outlook e ou e-mails que você possua, ela gera um grave bloqueio, mas por que?

Oras o Facebook possui um grande interesse nos e-mails que você adquiriu através do seu relacionamento com a internet, desta forma, ele absorve todo e qualquer endereço que exista na sua conta, isso porque você abre uma porta de acesso através do aplicativo, mesmo que você seja bloqueado mais tarde, a lista já se encontra de posse do Facebook, criando um banco de dados enorme para o sistema da pagina de relacionamentos.

Para quem não entendeu, o Facebook está criando uma mega e potente lista com a sua lista de e-mail e de os demais internautas que inocentemente está sendo bloqueado ao mesmo tempo em você que doa passivamente a sua lista particular de e-mails.

Por isso, cuidado, pois você pode estar sendo roubado e punido ao mesmo tempo.

Dia das mães tem caminhada contra homofobia

Por Erick Wolff8
14/05/2012


Diante de uma sociedade desfigurada pela homofobia, mães pedem o fim do preconceito numa passeata contra o preconceito.

Neste domingo, 13, um cujo os filhos foram vitimas de preconceito participam de uma passeata por ocasião do Dia Contra a Homofobia, celebrado em 17 de maio. A passeata que deverá ter inicio as 17h, começando na av. Paulista em direção ao Largo do Arouche, no centro da capital paulistana.

O evento é uma parceria as Secretarias de Estado da Justiça e Cultura, com a prefeitura de São Paulo, no mês da luta contra a homofobia.

Lembrando que atualmente a Lei Estadual 10.948, que proíbe e pune qualquer ato de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero em todo o estado. 

(Fonte http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Quem é Exu?

Exú por  Alessandro Coi
Primeira parte


Pra mim um ancestral que representa a essência mutável e contemporânea brasileira, uma perpetuação dos cultos aos ancestrais, que é característica comum aos povos que formaram nosso país etnicamente. Os grupos étnicos que formaram as religiões afro-ameríndias-brasileiras, eram focos de resistência, cultural, social e religiosa principalmente. Neles os ancestrais dos povos que foram oprimidos eram cultuados, cada um na sua ancestralidade, o negro com seus pretos velhos, baba-eguns, e até nas suas divindades, a ancestralidade nativa do índio no caboclo, sobrando ainda o branco, colonizador e opressor dos citados. Mas ele na sua origem européia e cristã não tinha esse culto, sua ancestralidade no máximo se resumia aos santos, que foram objeto de sincretismo e acabaram contribuindo, mesmo prejudicando mais talvez com o nascimento das religiões no Brasil, aquelas que nasceram aqui, pela diáspora dos negros que nos santos cultuavam seus Jinkisi, Voduns e Orixás secretamente, com seus okutás (pedra ritualistica) dentro dessas imagens, e seus rituais sendo realizados de maneira velada encobertos pelos mesmos ancestrais daqueles que os escravizavam e tentavam destruir suas culturas.

 Dessa mescla, no início, ainda na tentativa de escravizar os nativos, os índios, verdadeiros donos da terra, começou a miscigenação e o nascimento de um novo povo, uma nova ancestralidade: A brasileira.

 Ainda que os índios constituam a ancestralidade primeira dessa terra, essa ainda não era a Terra Brasilis, que se formou de vários povos nos dando a cara que temos hoje.


Querer atribuir apenas aos índios a ancestralidade nativa do Brasil vejo como erro, forma a base, mas não do Brasil, e sim desse território, mas se for assim, eles teriam vindo da África, berço da humanidade.

 Assim, no começo da formação da Terra Brasilis se mesclaram os índios e os africanos de origem Bantu, os primeiros a chegar aqui como escravos, dado o fato dos índios não se mostrarem uma boa mão de obra escrava.

 Pelo contato nas atividades agrárias e pela similaridade religiosa e social, índios e negros bantus interagiram e com o passar do tempo mesclaram seu sangue e suas culturas.
 
Começa ai o culto Bantu-ameríndio, matriz que muito depois formaria a Umbanda, ainda que indiretamente. Prova está que o Candomblé Angola tem forte presença de caboclo, e são tratados como ancestrais nativos, mesmo não fazendo parte do culto do Candomblé. E se fazem presente especialmente nessa nação, em proporção muito maior que nas nações Ketu e Djedje, que derivam dos povos nagos e ewe-fons, que chegaram depois dos bantus, já com a presença menos significativa de interação com o índio.

 Entre 1850 e 1913 a Nbandla que daria origem a Umbanda, a palavra bantu “`Nbandla” quer dizer em sua acepção principal “a congregação mais antiga”. Esta associação ou congregação mais antiga certamente assumiu este nome público, em outro tipo de sociedade, para separar-se, ou não ser confundida com uma outra associação, esta sim, por certo, “mais nova”.

 Isso se deve ao fato de que, quando o Candomblé chegou no Brasil, essa prática que nós conhecemos teve início com três senhoras: Iya Detá, Iya Kala e Iya Naso, que fundaram o primeiro Candomblé de que se tem conhecimento, a atual Casa Branca, que funcionava na Barroquinha.

 No início do século XIX, provavelmente em 1830, essas mulheres fundaram, num terreno arrendado nos fundos da Igreja da Barroquinha, onde cultuavam Nossa Senhora, uma casa de candomblé que recebeu o nome de Ìyá Omi Àse Aìrá Intilé. O candomblé da Barroquinha foi resultado da associação de elementos litúrgicos provenientes principalmente dos nàgôs e dos Djèdjè, e serviu de modelo a todos os demais, inclusive aos das outras etnias.


 Dai a nagotização, tanto do Candomblé Angola e Djedje quanto da Umbanda, todas as etnias adotaram o culto aos Orixás como padrão, até pelo fato de maioria dos escravos mandados ao serem de cultura Yorubá.

 Nesse ponto também as outras culturas africanas estavam perdendo identidade, pelo próprio tempo que já estavam afastadas de sua terra e de sua cultura, e pela maioria nago entre os negros escravos, o que forçava a naturalmente ocorrer uma adaptação cultural, lingüística e religiosa, sendo mantido apenas pelos mais velhos que viviam em núcleos mais afastados de grandes concentrações de outras nações e os últimos a chegarem aqui, que por esses motivos, mantinham ainda sua cultura original preservada.

Bibliografia
África, mitos y leyendas - Alice Webner
Traduzido por Mametu Ndenge Mutarerê

sábado, 5 de maio de 2012

A origem da perseguição ao homossexual!

Por Erick Wolff8
05/05/2012


A formação da estrutura religiosa e suas leis.

As leis que descrevem a vontade de um Deus foram criadas pelo homem, cada palavra  narra  conceitos  segundo  as  experiências,  vivências  e  propósitos  humanos,  já  que  está  sujeita  a  visão  de  seus  intérpretes  e  da  cultura  a  que  ele  pertence,  ou  seja,  a  religião  perpassa os desejos do homem. Desta  forma um  Deus criador  e onipresente, serve aos  propósitos de um sacerdote e da comunidade na qual ele está inserido. Neste conceito o divino  reza  a  origem  do  homem  pelos  poderes  celestiais,  criando  um  reflexo  entre  o criador e a criatura, moldando a criatura a perfeição e semelhança do criador, fazendo-a sua imagem.
O  primeiro  passo  será  o  de criar  o  conceito  macho  e fêmea, para ajustar e preservar os  moldes  da  união  entre  um homem  e  uma  mulher, garantindo  assim  a  procriação dos  seres  humanos,  na conjectura de uma única via de união  que  mantém  a estabilidade  social,  qualquer exemplo  que  fuja  deste  molde deverá  ser  eliminado  ou descriminado. 

Esta  lei  garante  a  preservação da  humanidade  através  da formação  da  família,  caso  isso não  ocorresse  não  haveria  a origem  de  novas  crianças  e tampouco  a  criação  de descendentes,  um  dos  pontos cruciais  para  a  comunidade Yorùbá, assim como também é em  praticamente  todas  as religiões  que  conhecemos, garantindo  assim  a  formação de novas famílias e a manutenção das sociedades.
As  religiões,  de  modo  geral,  estabelecem  que  deve  existir  apenas  um  modelo  de  casamento,  baseado  na  união  de  casais  heterossexuais,  ou  seja,  um  homem  e  uma mulher, desta forma as leis e bênçãos se aplicam a este único molde matrimonial, cuja finalidade  é  de  trazer  filhos  e  gerar  a  prole,  assumindo-o  como  uma  verdade  universal para aquela comunidade.
O sacerdote cria as leis divinas seguindo seus conceitos e interesses, considerando assim como  única  e  restrita  a  forma  de  união  entre  os  seus  adeptos  e  a  sociedade  que  os cercam,  sendo  assim,  não  há  espaço  para  qualquer  outra  forma  de  amor  que  não  se enquadre  nestes  parâmetros  pré-estabelecidos  por  eles,  por  exemplo  as  relações homoafetivas.

Até então o “casamento religioso” é um fator  que  envolve  apenas  casais  heteros,  pois ele  possui  a  finalidade  de  abençoar  os  cônjuges  para  que  gerem  muitos  filhos  e descendentes. 

Por isso o sexo entre homossexuais é considerado um tabu na cultura Yorùbá, pois não geram  descendentes,  através  das  vias  convencionais  e  visa  somente  o  prazer  sem intenção de reprodução.

Leia mais
O HOMOSSEXUALISMO ABORDADO NA RELIGIÃO YORÙBÁ

http://www.olorun.com.br/documentos/O-HOMOSSEXUALISMO-ABORDADO-NA-RELIGIAO-YORUBA.pdf

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Deus Reflexo criado pelo homem

 Por Erick Wolff
03/05/2012
 

Deus Reflexo – É um "deus" criado e nomeado para refletir os interesses coletivos da nação e necessidades individuais de uma pessoa. 

A palavra religião vem do latim religare, que significa religação com o divino, ou seja, um conjunto de crenças, sistemas culturais e sociais que exprimem a vida e tradições de uma sociedade. Este conceito é estabelecido através de símbolos, valores morais, sentimentais e culturais de um povo. A maioria das religiões narram à origem do Deus central (contendo ou não mais deuses auxiliares), a origem do universo e do próprio homem, mantendo a tradição através da escrita e ou oralidade.

Neste mesmo processo encontramos o “Deus Reflexo”, que foi criado segundo os moldes e necessidades de determinada sociedade, que transporta as suas obrigações para a santidade da divindade criada, favorecendo os padrões e exigências daquele povo, ou seja, o Deus Reflexo será sempre um reflexo do seu povo, enquadrando as necessidades sociais e culturais para manter o controle e os desejos da sociedade que o cultua, impondo valores, controle e equilíbrio para o sacerdote através das leis criadas por aquele Deus reflexo.

Leia mais
http://www.olorun.com.br/documentos/O-HOMOSSEXUALISMO-ABORDADO-NA-RELIGIAO-YORUBA.pdf

www.olorun.com.br