quarta-feira, 11 de abril de 2012

Kamuku National Park


PARTICIPATORY SURVEY AND CONSERVATION OF ENDANGERED
SAVANNAH ELEPHANTS OF KAMUKU AND ITS ENVIRONS, NIGERIA
BEING A FINAL PROJECT REPORT


De AMUSA, Tajudeen Okekunle

Tradução online

 
Erick Wolff8
12/04/2012


Este trabalho tem a importante finalidade de demarcar a existência e localização do Parque Kamuku,  desta forma tornando possível a ligação do povo Kamuku e os Iorubá com o Rei da raíz Kanbina da cultura Afrosul, veja a tradução online d
o material.

Kamuku National Park
(KNP) situado em Birnin
Gwari no Estado de Kaduna, Noroeste da Nigéria. Sua posição geograficamente situado na longitude 100 451 N e latitude 060 301 E que cobre uma área estimada de 1.120 km2. Originalmente foi nomeado como Birnin Floresta Autoridade Gwari Native Reserve em 1936, porem em Maio de 1999, foi promovido ao status de Parque Nacional.

KNP possui solos rasos lamosos, ferruginosos e argilas com áreas da interposição de laterita. Grande parte do terreno é plano, aumentando gradualmente para leste para o Gwari Birnin Ridge (com a maior altitude de cerca de 610m), que faz parte da fronteira leste. Dotado de uma leve inclinação de 380m ao redor do rio Mariga vale no limite sul-ocidental. A precipitação anual na área milímetros média 1150 com o período chuvoso que ocorre entre Maio e Outubro. Faixas de temperatura entre 250C-350C na maior parte do ano, com umidade geralmente elevada. A vegetação é caracterizada por ambos territórios da Guiné e alguma transição da Savannah do Sudão, representando um dos melhores blocos restantes do Sudão da Guiné, com a vegetação de cerrado, numa extensa área protegida do país.

KNP é uma das mais importantes áreas da Biodiversidade da Nigéria de uma riqueza invejável. Pequenas populações de elefantes Loxodonta africana, antílope, eqüinos,  que circulam no Parque, assim como pequeno número do leão Panthera leo. Focando a gestão para a maior parte dos esforços para proteger a fauna do Parque aos mamíferos de grande porte.

Históricamente, o Parque possui certo significado cultural com duas grandes tribos, o Gwaris e os Kamukus. Tradicionalmente, os dois povos são originalmente agricultores, com minoria caçadores sendo pastorais, artesãos especializados, tecelões, fabricantes de cerâmica e ferreiros.

Possuindo bolsões de
outras tribos, como o Hausa, Fulani, Iorubá, Ibo, Kataf, Kanikon, Jaba, Marwa e Kogoro considerados colonos na região. [grifo nosso]

Poucos
agora trabalhar no setor moderno, incluindo público e privado organizações. Vários assentamentos formam as comunidades de apoio da zona do Parque com uma população estimada de 30.400 habitantes (KNP, 2010). As principais ameaças atividades de conservação são a caça ilegal, criação de gado e uma falta de gestão plano desde sua criação em Maio de 1999 (Ezealor, 2002) *.

Kamuku Parque Nacional é colocado em World Conservation Union (IUCN) Gerenciamento de Categoria II, ou seja, Área protegida especialmente para o ecossistema proteção e recreação.
Mapa de localização;
https://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=%22longitude+100+451+N+e+latitude+060+301%22&client=firefox-beta&ie=UTF-8


Bibliografia

PARTICIPATORY SURVEY AND CONSERVATION OF ENDANGERED
SAVANNAH ELEPHANTS OF KAMUKU AND ITS ENVIRONS, NIGERIA
BEING A FINAL PROJECT REPORT
AMUSA, Tajudeen Okekunle

SUBMITTED TO

FFORD SMALL GRANTS FOUNDATION
(FOR NATURE CONSERVATION)
www.ruffordsmallgrants.org
Pág 12

terça-feira, 10 de abril de 2012

Setilu (Agboniregun) e o oráculo de Ifá




Por Erick
Òòsàálá
11/04/2012


Segundo Jonshon, History fo the YorubasSetilu seria de origem Nupe, e que, no início, a geomancia de Ifá era jogado com pedras, que depois foram substituídas pelas sementes de palmeira (ikin).

Ifá é um sistema oracular, um princípio de adivinhação e interpretação através de 16 signos deste sistema chamados de Odù, que foram introduzidos por Setilu[1] na dinastia Odùdúwá, sabe-se que ele foi um grande sacerdote que apesar de cego, deu início ao sistema oracular de comunicar-se com os Odù e as Divindades africanas, dando inicio ao cargo de Bàbáláwo.

Cada Odù é abstrato e não possui Ara (corpo), ou seja, diferentes das divindades Africanas, nada mais são que mensagens dos pensamentos de Olódùmarè, em estados positivo ou negativo, estas mensagens recebem o nome de itàn.

Porem é preciso destacar a cultura Afrosul e seu sistema oracular, baseado na leitura vinculada apenas ao òrìsà, este sistema dispensa os Itán e o estado de cada Odù, desta forma a base oracular do Nàgó Afrosul segue apenas a posição e a vontade das divindades cultuadas por este povo, sem o vínculo com o sistema de Ifá, fundado por Setilu.

A origem religiosa da nação Africana Nàgó foi o culto a Òrìsà, tendo Olódùmarè como o centro do estado religioso, porem Olódùmarè não interage com os seres humanos, criando algumas divindades para auxiliar esta divindade quanto aos seres humanos.  (Johnson)

Sendo assim é possível notar que a cultura Yorùbá, era voltada para o culto ao òrìsà, com a vinda de Odùdúwá e sua comitiva, teve-se o início da nova cultura religiosa trazida por Setilu. Baseado nisso, que o sistema oracular Afrosul segue o sistema voltado apenas para òrìsà, dispensando o sistema tradicional que envolve a maioria das afro-brasileiras. Desta forma notamos que a humanidade primeira aprende a contar, criando assim um oráculo voltado para comunicar-se com os órìsà, através do método Ìkà[2] = O bà ni Ìkà “aquele que abaixa e faz conta”, ou, “o que se lança para contar”, tradução livre do informante Luiz L. Marins

Após, a humanidade aprende a ler e riscar sinais, criando parábolas através do método Ìlà = O rù n’ mi ìlà “aquele que carrega sinais” também uma tradução livre do informante Luiz L. Marins.
  
Outro ponto interessante a destacar é que a divindade vinculada ao ritual Afrosul é cega idêntica a Setilu, que enxerga através do sistema oracular. Que foi aglomerada e cultuada entre os Òòsàálá desta cultura, sem falar que esta divindade usa preto e branco, uma intervenção gravíssima à Òòsàálá, ou seja, muito difícil veremos um Òòsàálá carregando preto. O que pode ter havido de confusão no começo da organização desta cultura é a confusão entre Setilu e Orunmiláia.

Nota - Este ensaio é apenas uma suposição, pois não existem dados que relatem a relação entre Orumiláia (na cultura Afrosul) e Setilu.


[1] Setilu - foi um grande sacerdote da época Odùduwà quem iniciou e ensinou os segredos dos Odù, dando o nome de Ifá, iniciando grandes sacerdotes na cultura de Ifá, dando a origem ao cargo de Bàbáláwo (pai, senhor dos mistérios). [Johnson]

[2] Ìkà – método de contar e calcular.


Bibliografia
THE HISTORY OF THE
YORUBAS
From the Earliest Times to the Beginning of the
British Protectorate
BY
The REV. SAMUEL JOHNSON

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O grave erro do sincretismo

Por Erick Wolff8
04/04/2012

O Cristianismo é uma religião que influência muito as religiões de matriz africana, por muitos anos, este veio embutindo costumes e conceitos que deturparam o segmento religioso e cultural afro-brasileiro,  fato que se dá hoje em dia vermos sacerdotes comemorando Páscoa, Natal e demais cerimônias dentro dos templos da cultura Afro-brasileira.

Porem o que favorece e ou depõe contra este sincretismo para a Tradicional Família Afro-brasileira?

A meu ver não ajuda em nada, ao contrário disso, chega a destruir a essência da própria religião, pois os templos que seguem as divindades Africanas, não assimilam corretamente a cultura do Cristianismo e sufocam a sua própria origem, ou seja, diante de uma religião maior a menor é sufocada.

Para entender melhor seria preciso observar a própria história dos brasileiros, onde a imposição da cultura Cristã (protestante ou católica) aos nativos das terras brasileiras fez com que eles perdessem a sua identidade, esquecendo seus costumes e conceitos, para assimilar a nova religião, pois segundo os Cristãos tudo é pecado e proibido, não seria de estranhar que a fé nas divindades africanas também fosse amputada.

Então qual seria o comportamento adequado diante da Semana Santa que inicia logo no dia 05 de Abril?

A Tradicional Família Afro-brasileira, não deveria vincular ritual algum, como a maioria procede com aberturas de Cura (cortes feitos com navalha, que seguem marcações semelhantes usadas nas tribos de origem do seu culto), fechamento Yara-bo (quarto de santo) e cobertura dos Ìgbá-Òrìsà (assentamento de orixá), apagam as velas das divindades cultuadas e etc... Estes procedimentos não fazem parte dos rituais praticados na África, sabendo que o culto antecede o próprio Cristianismo, estes rituais citados foram criados aqui no Brasil pelos sacerdotes que supostamente eram perseguidos pela policia e padres, fazendo-se a necessidade de gerar rituais que disfarçassem os rituais da religião de Matriz Africana.


Por isso que os conceitos devem ser revistos, para que os atuais iniciados possam readaptar seus costumes para desvincular as culturas, criando assim uma independência e fortaleçam a própria fé e crença.


Esta imagem ilustra a realidade da própria cultura Afro-brasileira, as imagens católicas representando as divindades cultuadas na religião, fazendo perder a sua origem, personalidade e conceito, ou seja, sem perceber o adepto da cultura promove a castração cultural.